Civilização. Civilidade

O jeito de ser no nosso País pouco mudou desde que o bispo Sardinha foi comido pelos índios caetés, nos primórdios da nossa história. Os maus costumes à mesa certamente ficaram para trás, como tem mostrado JA Dias Lopes, o notável crítico e historiador de gastronomia. Mas em outros campos – da mentalidade burocrática, às maneiras, ao jeitinho, ao descumprimento de normas – continuamos mal. Continue lendo “Civilização. Civilidade”

A culpa é toda do Temer

É sempre bom lembrar: mortes em incêndios, enchentes, deslizamentos de terra, e rebeliões em presídios – para não falar de tsunamis, terremotos, vulcões – não são de responsabilidade do presidente da República, do governador do Estado ou do prefeito. Continue lendo “A culpa é toda do Temer”

Como será 2017? Responda quem puder

Na virada do ano milhões de brasileiros jogaram flores a Iemanjá, consultaram os búzios ou cartas de tarô, pediram para a cigana ler as suas mãos. Tudo para saber o que o destino reserva para 2017, se as suas vidas passarão pelo mesmo sufoco de 2016 ou se há sinais de que vai melhorar. Continue lendo “Como será 2017? Responda quem puder”

Com a bênção de Hemingway

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Não eram de se render. Marlene Dietrich não se rendeu a Hitler, Jean Gabin não se rendeu à pata nazi, na Paris ocupada. Juntou-os a América, que ainda não sabia se ia ou não à guerra. Ou talvez tenha sido um involuntário Hemingway a apresentá-los, num selecto clube de Nova Iorque. Continue lendo “Com a bênção de Hemingway”

Tem de ser honesto

Dia Mundial da Paz, o 1º de janeiro no Brasil poderia também ser o dia da jabuticaba, já que por aqui, bienalmente, são empossados os eleitos no ano anterior. Desta vez, mais de 11 mil prefeitos e vices e 57.736 vereadores, que passam a desenhar o novo – talvez nem tanto – mapa político do Brasil. Continue lendo “Tem de ser honesto”