Arquivos Mensais: janeiro 2017

Synésio

Nos anos 60, um grupo de ingênuos e inconsequentes amigos iniciou um empreendimento artístico com o nome de SYTA Produções, somando as duas primeiras sílabas dos dois principais fundadores, Synésio e Tadeu. Junto com amigos da mesma Rua Gabriel dos Santos e com colegas de escola, o Synésio liderou a turma na realização do 1º Festival de Música dos Bancários, vários festivais de música de escolas estaduais, Gincana Kibon, e outros eventos que ocuparam os principais teatros da cidade, como o Paulo Eiró, o João Caetano, o Arthur de Azevedo. Ler Mais »

A impertinente falha técnica

Crónicas atrás, ignorando-lhe o carpo, metacarpo, pus na minha mão direita o tarso, metatarso, que fui cruamente arrancar ao pé do mesmo lado. Ou seja, meti os pés pelas mãos. Não admira que me tenha estatelado na calçada molhada de Lisboa. Pois bem, podia chover a cântaros ou até cães e gatos, que a actriz e ginasta Debbie Reynolds, com os tarsos, metatarsos que tinha, jamais cairia. Ler Mais »

Empresário de estimação

Em março de 2010, o ranking de bilionários da revista Forbes anunciava um feito extraordinário: Eike Batista subira 53 posições em apenas um ano, tornando-se o oitavo homem mais rico do mundo. Um vencedor, um exemplo – “nosso padrão, nossa expectativa, o orgulho do Brasil”, segundo a ex-presidente Dilma Rousseff. Ler Mais »

“What a nasty man!”

Donald J. Trump, o homem sem argumentos, sem vocabulário, tosco, rústico, que não sabia contestar ou argumentar com sua concorrente do partido democrata, a senadora Hillary Clinton, a não ser usando o bordão que mais o descreve do que a ela, “What a nasty woman!”, vai ocupar a presidência dos EUA por quatro anos sem ter a menor idéia da importância de seu país e da democracia que representa. Ler Mais »

Candidato a Nero

O novo presidente americano, Donald Trump, iniciou seu governo como seriíssimo candidato a Nero do Terceiro Milênio. Ler Mais »

Cuidado. Texto com caturrices

Tínhamos, na casa onde eu morava, antes de me encarcerar em apartamento, uma chapeleira na entrada da sala. Peça antiga, bela, que servia à decoração, mas onde, afinal, penduravam-se casacos e guarda-chuvas. Ler Mais »

Trump não está só

Usados com fartura pelo recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, populismo e xenofobia, animados por pregações ufanistas, se tornaram ingredientes quase indispensáveis no caldeirão de ideologias extremadas, sejam de direita ou de esquerda. À fórmula, que nada tem de nova, se agregou mais um elemento: a demonização da política e dos políticos, como se o feiticeiro pudesse negar o feitiço quando dele se beneficia. Ler Mais »

Obama e Trump, passado e futuro

A troca de guarda  nos Estados Unidos põe o mundo diante duas utopias neste início do século XXI. Ambas se apresentam como respostas às mazelas da Terceira Revolução Industrial e aos desafios da era pós globalização. Ler Mais »

Já está melhorando

Ao longo de 2016, o risco-país do Brasil caiu 47%. Foi a segunda maior queda entre 42 países emergentes. Isso significa que os investidores estrangeiros melhoraram – imensamente – sua avaliação sobre a segurança de fazer negócios, de colocar dinheiro no país. Ler Mais »

O deleite de Hitchcock

Somos todos Cary Grant. Já vamos a meio do filme e ainda não sabemos em que história estamos enfiados. Nem sequer que personagem andamos a representar. Ler Mais »

O país da gambiarra

Desde a carnificina no presídio de Manaus, seguida pela matança em Boa Vista, especialistas na questão penitenciária são unânimes em criticar a ausência de planejamento para o setor. Nada de novo. O Brasil não tem plano nem para o sistema prisional nem para coisa alguma. É e sempre foi o país das gambiarras, dos remendos. Ler Mais »

Imprescindível Padura

Que figura absolutamente fantástica, fascinante, esse Mario Conde. Da geração que aprendeu a ler já na Cuba livre da ditadura nojenta de Fulgencio Batista (dá para imaginar que ele seja de 1955), teve veleidades literárias no final da adolescência, umbral da idade adulta: na época do pré-universitário, escreveu contos, e chegou a publicar um deles em uma revista literária fundada por um grupo de amigos. Ler Mais »

Diante da adversidade, uma lady

Acho que posso dizer sem medo de errar que sou uma das pessoas que mais conhecem Marina. Sendo assim, sei muito bem que é uma criaturinha doce demais. Mas ela conseguiu me surpreender bastante nesta quarta-feira de janeiro, de férias, de verãozão. Ler Mais »

Passageiros da utopia

Em um de seus últimos artigos, o poeta Ferreira Gullar pregou a necessidade de se recuperar a utopia de uma sociedade mais fraterna e menos desigual, sonho de gerações e gerações do século XX. Ler Mais »

Eu vejo pessoas mortas

zzzzmanuel

Como o pequeno Haley Joel Osment, em Sixth Sense, também eu vejo pessoas mortas. Os primeiros mortos entraram-me autocarro dentro, em 1974. Três mortos das noites anteriores de tiros, medo e ódio nas fronteiras raciais dos musseques de Luanda. Ler Mais »