Quem? Como? Onde? Quando? Por quê?

Mea culpa.

Não, latim ninguém vai entender, fora aquele pessoal da área de Direito que já nasceu de terno e gravata, data vênia.

zzzzzzzzz-500Dei mancada.   Também não, se disser isso longe de uma roda de sexagenários vão achar que minha perna dobrou e fui ao chão.

Como me expressar nos dias atuais para dizer que fui mal? Ah, já sei. xxxx-emo

xxxx-emo

 

 

Sérgio Vaz nos mostrou foto de um incêndio ao longe, bonita plasticamente, mas sem uma linha que nos explicasse porque foi parar em sua página no Facebook. Terá se oferecido na janela do apê, digo, apartamento, de Vaz no aprazível Sumaré?

Diligente, preocupou-se em apresentar informações sobre o fato, e usou texto do portal da Folha (não se esperava que pegasse um Uber e fosse para o local). O redigido tinha poucas informações sobre um ônibus que pegou fogo, causador da fumaça.

Achei obrigatório falar em mortos ou feridos, não por morbidez, mas pela relevância da informação. Nem que fosse para dizer que não havia, ou não se sabia de vítimas. Mas nem uma linha. Reclamei com Sérgio Vaz. Essa foi a rata, e não vejam aí a namorada do Mickey.

Mais tarde, caiu a ficha; digo minha sensibilidade mandou um whatsapp para meu cérebro. Dizia: cara, entenda de uma vez que todos os portais de imprensa do mundo estão no ar, e que o tempo máximo que se tem para mandar para frente a notícia é o da digitação do que acaba de chegar.

Depois continua-se digitando às pressas e liberando o que vai entrando.

Epa! (Expressão do Almanaque Capivarol.) Também não é assim. Apura-se o que for possível ou indispensável antes de colocar no portal. Nessa maratona pode faltar algum detalhe, como o número de mortos (desconsiderem a última frase, por favor).

A verdade é que não se faz mais jornalismo como antigamente. A quem disser ótimo, sou obrigado a dar meia mão à palmatória. Metade, porque a qualidade muitas vezes cai; a outra metade, porque Deus nos livre de depender dos recursos da pré-informática.

(Emoticons por Mônica Sanches.)

Dezembro de 2016

Foto por Carlos Bêla

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