Vice-versa

zzzz dorothy

Dorothy Parker escreveu poesia, contos e também muita sátira. Bichos-caretas como eu, que conheçam um terço da história da New Yorker, sabem que ela foi uma das almas, não necessariamente penadas, dessa famosa revista. Continue lendo “Vice-versa”

Adeus, Lula

Estava tudo combinado. O encontro comemorativo do 36º aniversário do PT marcaria a ofensiva contra o “cerco e aniquilamento” de Lula, uma fábula existente apenas nas mentes petistas. O resgate da imagem do caudilho tinha um objetivo claro: fazer do seu retorno ao trono presidencial a bandeira de coesão de um projeto de poder que pretendia ser eterno, mas que se encontra em acelerado desmanche. Continue lendo “Adeus, Lula”

Tempos sinistros

Como trailer de filme de terror, a primeira semana do ano que começou após o carnaval foi de arrepiar. O país aprofundou-se nas trevas do crescimento negativo, com o registro da queda de 4% do PIB em 2015 e previsões tenebrosas para 2016, se viu rebaixado pela segunda vez consecutiva pela mesma agência internacional de avaliação de risco, assistiu ao desemprego crescer 41,5% e à inflação não ceder um único milímetro. Continue lendo “Tempos sinistros”

O analógico e o digital

1 – O senhor Fábio Leite de Moura Fonseca se mostrava um homem feliz, quando o entrevistei, em algum dia de 2013. Era quem cuidava do grande relógio do Mosteiro de São Bento, no centro paulistano. Trazia ajustado e azeitado o maquinário em vias de completar cem anos (1914), fabricado por J.Mannhardt, de Munique. Continue lendo “O analógico e o digital”