Dilma, a insuperável

Aécio Neves deve estar exultante. Desde outubro do ano passado, na quase virada entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, ele não surfava nem mesmo perto do topo da onda. Volta agora sob o patrocínio de Dilma Rousseff, que, relegada ao volume morto, bate boca e dá trela ao rival, abrindo generosos espaços para ser criticada por ele. Em dobro, triplo ou mais. Continue lendo “Dilma, a insuperável”

Nervos de aço

Vivemos aqueles dias que se equivalem a vários anos. A crise é de tal ordem que quase todas as previsões são atropeladas pelos fatos, de uma hora para outra.  Quem imaginaria, ali por outubro de 2014, que poucos meses depois a proa do navio da presidente Dilma Rousseff estaria submersa? Continue lendo “Nervos de aço”

Mais trevas

No ano de 1970, eu ainda morava em Paris, fugindo da ditadura no Brasil, quando conheci Elia Kazan, um dos maiores diretores do cinema americano no século XX. Uma noite, na casa do jornalista Michel Ciment (biógrafo de Kazan), o cineasta nos anunciou que havia sido convidado, por uma universidade de São Paulo, a passar uns dias na cidade exibindo seus filmes e dando palestras para os estudantes. Continue lendo “Mais trevas”

Era doce e se acabou

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já não é mais o mesmo. Pouco parece ter sobrado do hábil hipnotizador de platéias. Na sexta-feira, durante a 5ª Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros, nem o macacão laranja – figurino que já usara em 2006 para anunciar, de mãos sujas de óleo, a autossuficiência de petróleo que nunca veio – conseguiu salvá-lo. Continue lendo “Era doce e se acabou”

Extra, extra! A Folha dissecou a natureza da alma!

Estou habituado a ver como a Folha de S. Paulo é um jornalzinho danado de metido a besta, a absoluto e único dono da verdade. Mas, mesmo assim, o título abaixo me assustou:

“Natureza da alma é dissecada em novo livro da Coleção Folha” Continue lendo “Extra, extra! A Folha dissecou a natureza da alma!”

Sem saída

Não é a primeira vez que o Brasil passa por momentos extremamente difíceis, no período pós 1964. Já vivemos outras crises, mas, ao contrário da atual, vislumbrou-se uma saída e conseguimos atravessar as tempestades. Continue lendo “Sem saída”