O IBGE resiste

Taxa de desemprego de 5%. Ainda que não seja a menor do mundo, como Dilma Rousseff gosta de se vangloriar, é um número e tanto para os palanques do 1º de Maio e da reeleição. Mas bastaram dois pontos percentuais para despertar a ira. Continue lendo “O IBGE resiste”

Um calor selvagem nas bochechas

zzmanoel

Não gosto do amor fun­da­men­ta­lista ao cinema, não gosto do amor de xius e sibi­la­dos shhhs no escuro da sala, não gosto do espec­ta­dor erecto por ter um garfo espe­tado já se sabe onde, não gosto do espec­ta­dor com olhar devoto a babar meta­fí­sica a cada rac­cord, a cada trou­vaille de mise-en-scène.

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Gabo

O caixão com o corpo do Gabriel García Márquez teve que ser levado na mão, por trezentos metros. Vencida mais ou menos a metade, um homem que segurava uma das seis alças (parece que era o Vargas Llosa) sentiu-se mal e teve que desistir. Continue lendo “Gabo”

O realismo mágico

Gabo morreu e deixou aí o seu realismo mágico.

Falta um narrador de sua qualidade literária para descrever a espécie de Macondo em que se transformou a novela da Petrobrás, desde o momento que emergiu a tenebrosa história da compra da refinaria de Pasadena até o capítulo da CPI que o governo quer transformar, como Nizan Guanaes quer fazer com a Copa, na CPI de todas as CPIs. Continue lendo “O realismo mágico”

Um belo fruto tropical

No outubro de 1986 as águas haviam baixado com o fim das chu­vas, depois do inverno rigoroso daquele ano acima da linha do Equador. Embora o céu ainda carregasse suas nuvens para lá e para cá, ora fechando, ora abrindo, o verão tropi­cal foi chegando. Continue lendo “Um belo fruto tropical”

Tempestade sobre Lisboa

zzmanuel1

Não acho nada que Natal seja quando um homem qui­ser. Os Natais da minha infân­cia tinham data e mais data pas­sa­ram a ter quando vivi Natais ango­la­nos em cená­rio de catás­trofe. O con­flito, a vivên­cia extrema, enchem qual­quer Natal de estre­las tra­ce­jan­tes, de anjos desa­bri­ga­dos a que fal­tam as asas, às vezes uma perna ou um braço. Continue lendo “Tempestade sobre Lisboa”

Pois sim!

Ao que parece, ao ler as declarações de dona Dilma sobre o escandaloso processo de compra da Pasadena Refinery e os depoimentos de Graça Foster e Nestor Cerverò ao Senado Federal sobre o assunto, o objetivo dos ambiciosos inimigos do Brasil é nos rebaixar. Continue lendo “Pois sim!”

Más notícias do país de Dilma (136 – Parte Um)

A ex-ministra da Casa Civil e senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) merece entrar para a História do Brasil. Ela foi o estopim da mais séria crise do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma instituição que, com 80 anos de existência, adquiriu imenso respeito por sua idoneidade, seriedade, capacidade de não se contaminar pelos humores dos governos de plantão. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (136 – Parte Um)”

Más notícias do país de Dilma (136 – Parte Dois)

Na tentativa de impedir a criação de uma CPI para investigar a escandalosa compra da refinaria sucateada em Pasadena, no Texas, e várias outras irregularidades na Petrobrás, a bancada governista levou para prestar depoimentos no Congresso a atual presidente da estatal, Graça Forster, e o ex-diretor da área internacional, Nestor Cerveró. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (136 – Parte Dois)”

No inverno daquele junho

Andou pé-ante-pé no silêncio da madru­gada, fios de claridade vazando pelas frestas da janela. Cuidou de não acordar a mãe, rosto marcado pela dor que povoava seu sono. Parou ao lado da cômoda onde uma solitária rosa, temporã florescida no inver­no daquele junho, consumia um resto de vida alimentada pela água fria na caneca de ágata. Continue lendo “No inverno daquele junho”

A tragédia é que Dilma se acha a maior economista do país

Só li hoje o texto “Vou-me embora pra Bruzundanga”, do historiador Marco Antonio Villa. Vi no Facebook que o texto – publicado na Coluna do Augusto Nunes no site da Veja em 11/2 – foi tido como algo que humilhou a presidente Dilma Rousseff. Continue lendo “A tragédia é que Dilma se acha a maior economista do país”