Arquivos Mensais: abril 2014

O IBGE resiste

Taxa de desemprego de 5%. Ainda que não seja a menor do mundo, como Dilma Rousseff gosta de se vangloriar, é um número e tanto para os palanques do 1º de Maio e da reeleição. Mas bastaram dois pontos percentuais para despertar a ira. Ler Mais »

Um calor selvagem nas bochechas

zzmanoel

Não gosto do amor fun­da­men­ta­lista ao cinema, não gosto do amor de xius e sibi­la­dos shhhs no escuro da sala, não gosto do espec­ta­dor erecto por ter um garfo espe­tado já se sabe onde, não gosto do espec­ta­dor com olhar devoto a babar meta­fí­sica a cada rac­cord, a cada trou­vaille de mise-en-scène.

Ler Mais »

Gabo

O caixão com o corpo do Gabriel García Márquez teve que ser levado na mão, por trezentos metros. Vencida mais ou menos a metade, um homem que segurava uma das seis alças (parece que era o Vargas Llosa) sentiu-se mal e teve que desistir. Ler Mais »

Os capitães de Abril

zzportugal

Leio tudo que me cai às mãos sobre o 25 de Abril. Acho essa data uma das mais lindas da História. E digo mais: só quem não conheceu Portugal antes de 1974 pode compartilhar a tolice “nada foi feito”. Ler Mais »

O realismo mágico

Gabo morreu e deixou aí o seu realismo mágico.

Falta um narrador de sua qualidade literária para descrever a espécie de Macondo em que se transformou a novela da Petrobrás, desde o momento que emergiu a tenebrosa história da compra da refinaria de Pasadena até o capítulo da CPI que o governo quer transformar, como Nizan Guanaes quer fazer com a Copa, na CPI de todas as CPIs. Ler Mais »

Más notícias do país de Dilma (137)

A vida vem em ondas como o mar, dizia Vinicius. No país de Dilma, as más notícias também.

Nos últimos sete dias, os jornais e revistas trouxeram, entre várias outras más análises, as seguintes: Ler Mais »

Um belo fruto tropical

No outubro de 1986 as águas haviam baixado com o fim das chu­vas, depois do inverno rigoroso daquele ano acima da linha do Equador. Embora o céu ainda carregasse suas nuvens para lá e para cá, ora fechando, ora abrindo, o verão tropi­cal foi chegando. Ler Mais »

Chutes no traseiro

Na quarta-feira, exatos 1.550 dias depois de derrotar Chicago, Tóquio e Madri, o Rio de Janeiro anunciou mais mundos e fundos para a Olimpíada 2016, elevando o custo total do evento a R$ 36,7 bilhões. Ler Mais »

Tempestade sobre Lisboa

zzmanuel1

Não acho nada que Natal seja quando um homem qui­ser. Os Natais da minha infân­cia tinham data e mais data pas­sa­ram a ter quando vivi Natais ango­la­nos em cená­rio de catás­trofe. O con­flito, a vivên­cia extrema, enchem qual­quer Natal de estre­las tra­ce­jan­tes, de anjos desa­bri­ga­dos a que fal­tam as asas, às vezes uma perna ou um braço. Ler Mais »

Pois sim!

Ao que parece, ao ler as declarações de dona Dilma sobre o escandaloso processo de compra da Pasadena Refinery e os depoimentos de Graça Foster e Nestor Cerverò ao Senado Federal sobre o assunto, o objetivo dos ambiciosos inimigos do Brasil é nos rebaixar. Ler Mais »

Bonjour, Madame Pluvier

A lenda da Sra. Pluvier, uma militante devotada inventada pela imaginação criadora do ator e cantor franco-italiano Yves Montand, ainda que criada na França em 1956 — há 58 anos, portanto — está mais atual do que nunca. Ler Mais »

Más notícias do país de Dilma (136 – Parte Um)

A ex-ministra da Casa Civil e senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) merece entrar para a História do Brasil. Ela foi o estopim da mais séria crise do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma instituição que, com 80 anos de existência, adquiriu imenso respeito por sua idoneidade, seriedade, capacidade de não se contaminar pelos humores dos governos de plantão. Ler Mais »

Más notícias do país de Dilma (136 – Parte Dois)

Na tentativa de impedir a criação de uma CPI para investigar a escandalosa compra da refinaria sucateada em Pasadena, no Texas, e várias outras irregularidades na Petrobrás, a bancada governista levou para prestar depoimentos no Congresso a atual presidente da estatal, Graça Forster, e o ex-diretor da área internacional, Nestor Cerveró. Ler Mais »

No inverno daquele junho

Andou pé-ante-pé no silêncio da madru­gada, fios de claridade vazando pelas frestas da janela. Cuidou de não acordar a mãe, rosto marcado pela dor que povoava seu sono. Parou ao lado da cômoda onde uma solitária rosa, temporã florescida no inver­no daquele junho, consumia um resto de vida alimentada pela água fria na caneca de ágata. Ler Mais »

A tragédia é que Dilma se acha a maior economista do país

Só li hoje o texto “Vou-me embora pra Bruzundanga”, do historiador Marco Antonio Villa. Vi no Facebook que o texto – publicado na Coluna do Augusto Nunes no site da Veja em 11/2 – foi tido como algo que humilhou a presidente Dilma Rousseff. Ler Mais »