Joaquim Barbosa dá bom dia a cavalo

Convenhamos: a chefia dos três Poderes da República não está sendo ocupada por personalidades dignas dos seus cargos.

A presidente da República não consegue sequer se expressar na Língua Portuguesa. Leva chá de cadeira de mais de uma hora do presidente venezuelano eleito por pequeníssima margem, em eleições absolutamente suspeitas. Os próprios partidários dela se orgulham do fato de que o ex conseguiu eleger um poste.

Os presidentes da Câmara de Deputados e do Senado Federal têm muitas contas a acertar com a Justiça. O presidente do Senado e portanto do Congresso Nacional passou pelo vexame ultrajante de ter de renunciar ao mesmo cargo quando era fuzilado por acusações de corrupção.

E o presidente da Suprema Corte fala mais do que a boca.

Seguramente em parte por ter sido o relator do processo do mensalão, por ter tido atitude firme durante o julgamento, por ter atraído as simpatias dos brasileiros que sabem ler, considera-se agora um Ser Superior a tudo isto que está aí.

A empáfia, a soberba, o reizinho na barriga subiram-lhe à cabeça.

Acha que pode tudo, e até mais.

É mercurial, imperial, é dono de todas as verdades. Como Luís XV, como Lula, acha que o Estado é ele.

Diz notícia do portal do Estadão nesta segunda-feira:

“O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, atacou o Congresso Nacional e disse que o Brasil tem partidos “de mentirinha”. Segundo Barbosa, o Legislativo é “dominado pelo Executivo” e os deputados não representam a população.

 ***

O nobre ministro Joaquim Barbosa, ao fazer essas declarações, a) atenta contra a Constituição, embora presida a Corte à qual cabe lutar pelo respeito a ela, ao proclamar-se contra a independência dos três Poderes, indispensável à existência da democracia, ao imiscuir-se em assuntos que não lhe cabem; b) demonstra, cabalmente, que não está preparado para o cargo que ocupa; e c) presta um imenso, enorme, gigantesco serviço aos mensaleiros.

Os incisos a e b falam por si sós.

Alguma dúvida quanto ao inciso c?

Vamos lá então.

Cada vez que Joaquim Barbosa fala asneiras (e ele fala asneiras todos os dias), ele se demonstra o que é: uma figura mercurial, imperial, dona da verdade. Não preparado para o cargo que ocupa. Sujeito figadal, dado a ódios virulentos.

Fornece, assim, excelentes argumentos para os mui nobres causídicos que representam os quadrilheiros do mensalão.

E, epa!, não são causídicos inexperientes, novatos, frouxos. Muito ao contrário. Um deles é apenas e tão somente o ex-ministro da Justiça do governo Lula, que era ministro enquanto agia a quadrilha dos mensaleiros. O experientíssimo criminalista que ensinou Lula a transformar o mensalão no crime muito menor do caixa 2. O criminalista, um dos melhores do Brasil, se não o melhor, que deu a dica para que Lula concedesse aquela entrevista grotesca nos jardins parisienses para uma repórter que não trabalhava em lugar algum e dissesse, candidamente, que, pô, gentinha boa, a gente só fez o que todo mundo faz, o caixa 2.

Ou uma, ou outra.

Ou bem o ministro Joaquim Barbosa deixou subir-lhe à cabeça a empáfia, a soberba, o reizinho na barriga, ou então ele combinou tudo de antemão, e está falando tanta asneira assim para garantir que os advogados dos mensaleiros consigam provar que na verdade o julgamento foi mesmo um tribunal de exceção, e portanto todos devem ser imediatamente inocentados.

Tá bom. Existe uma terceira opção. O ministro Joaquim Barbosa é o que há de bom, é o brasileiro mais corajoso que existe – e então por que não elegê-lo presidente em 2014?

Bem, partido não falta. Temos aí uns 50. Temos quase tantos partidos quanto ministérios.

20 de maio de 2013

3 Comentários para “Joaquim Barbosa dá bom dia a cavalo”

  1. Quando começou o julgamentos dos mensaleiros e a ascensão meteórica do Joaquim Barbosa, com vários afobadinhos querendo-o para Presidente, eu disse “Calma com o andor que o Santo é de barro!”. Alguns amigos chamaram-me de pessimista, que adoro pré-julgar as pessoas, que procuro pelo em ovo… Mas aí está! Ele não consegue conviver com seus quinze minutos de fama e extrapola em todos os sentidos: ofendendo jornalistas, xingando, falando idiotices e descendo o nível em seus comentários infames. Pelo visto, está aproveitando para desforrar-se dos tempos das vacas magras. Lembro-me de um ditado que minha usava, mas é melhor não dizê-lo aqui… pode causar-me problemas!!!

  2. “c) presta um imenso, enorme, gigantesco serviço aos mensaleiros”. Servaz acordou, aleluia!
    Dininha cantou a bola, eu da minha paete também havia alertado para o andor e para o santo de barro.
    Joaquim faz o que dele espera os mensaleiros, faz cagada.

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