Georges Moustaki

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Georges Moustaki não era, nunca foi um grande astro, de imensa popularidade. Não tinha a gigantesca fama de Jacques Brel ou Gilbert Bécaud. Mas tinha – e creio que terá sempre – uma legião de admiradores apaixonados. Era um gigante, um monstro da canção francesa, da música do mundo.

Sua morte – na quinta-feira, 23 de maio, véspera dos 72 anos de Bob Dylan, em Nice, aos 79 anos de idade – mereceu pouco destaque na imprensa brasileira. O Estadão deu uma notinha de umas dez linhas; O Globo dedicou a ele notícia de cinco parágrafos. Veja deu nota na página de Datas.

Não vai aí uma reclamação, uma condenação. É apenas uma constatação, um registro. De fato Moustaki não tinha imensa popularidade, ainda mais no Brasil – embora ele e sua música tenham fortíssimas ligações com o país.

Moustaki foi um singer-songwriter, um cantautore, artisticamente da mesma estatura que os dois franceses citados no primeiro parágrafo, que o italiano Sergio Endrigo, os catalões Lluis Llach e Joan Manuel Serrat, os portugueses José Afonso e Sérgio Godinho, o canadense Leonard Cohen.

Fazia canções pessoais, intimistas, confessionais, antes mesmo que isso passasse a ser comum, a partir de James Taylor, Joni Mitchell, Carole King. Expunha-se em letras suaves como suas melodias, cheias de belos achados de uma poesia aparentemente simples mas a rigor bem elaborada.

Adorava jogar com antônimos. Como, por exemplo, em “Je suis un autre”. Numa tradução que certamente faz perder demais do original, ele dizia:

Sou um debutante de têmporas que branqueiam,

Um beatnik envelhecido, patriarca noviço,

Jardineiro libertino com gosto de aventureiro,

Viajante imóvel e sonhador acordado.

Sou um desses lagartos que nascem fatigados,

Um otimista amargo, um pessimista alegre,

Um homem de hoje com a barba de apóstolo,

Eu posso ser tudo isso e no entanto sou um outro.

Para concluir assim:

Deixei no vestiário um resto de pudor

Para melhor me descobrir diante das luzes

E cantar meus amores que são um pouco como os de vocês

Que são os meus mesmo se eu sou um outro.

***

Só era “viajante imóvel” na letra da canção. Na verdade, era um viajante incansável. Amava os países em torno do Mediterrâneo (fala disso em diversas de suas canções), amava o Egito onde nasceu (em Alexandria, em 1934), o Oriente Médio, a Grécia de seus antepassados, o Brasil de sua talvez maior paixão musical.

Em seu disco de 1996, Tout reste à dire, fez uma belíssima ode às viagens, “Il faut voyager”:

É preciso viajar, é preciso ir

Até lá, onde não se é ninguém,

Lá onde não se conhece nada.

Falar outra língua, ouvir outros ruídos,

Provar outros frutos, viver outras lendas.

É preciso viajar, é preciso ir

Se perder no fim do mundo

E se encontrar sozinho.

Mudar de hora e de dia,

Sentir outros perfumes,

Se embriagar de outros vinhos,

Amar outros amores.

Procurar outros amigos.

(Há no YouTube um clipe, sem imagens do cantor, em que se pode ouvir a canção.)

 

 ***

Era homem de muitos amigos (chamava-os de irmãos camaradas cúmplices), muitos parceiros e muitas amantes.

zzmoustakiegilEscreveu letras para músicas de Manos Hadjidakis, Astor Piazzolla. Musicou poema de Paul Verlaine, dividiu co-autoria com Henri Salvador, o brasileiro Mario Lima, o brasileiro Ozias Gonçalves. Verteu para o francês canções de Vinicius e Toquinho (“Cotidiano nº 2”, com Toquinho acompanhando-o ao violão), de Tom Jobim (“Águas de Março”), Mikis Theodorakis, Chico Buarque e Ruy Guerra (“Fado Tropical”, que chamou de “Portugal”). Verteu para o francês os versos que Joan Baez escreveu sobre música de Ennio Morricone para o filme Sacco e Vanzetti. (Os links são para clipes do YouTube.)

Teve parceiros dos mais diferentes países e etnias – Kim Poh Cheah, Sri Aurobindo, Areski.

Dividiu um disco inteiro com o conjunto holandês Flairck – um grupo que mistura música folclórica com influências eruditas. Chama-se Moustaki & Flairck, e foi lançado em 1982.

No Brasil, tornou-se amigo de Jorge Amado, Vinicius, Toquinho.

Nas diversas viagens ao Brasil, passeava incógnito por Salvador. Ainda em 1977, compôs “Bahia”, parceria com Mario Lima, em que cantava:

Bahia de pescadores e marinheiros,

Bahia das moças do porto,

Bahia de todos os santos,

Bahia de Saint-Salvador.

É lá que um belo dia começou o Brasil

E foi sua primeira capital.

É lá que a África vive ainda no exílio

E fala a língua de Portugal.

Eu escutei cantar os Filhos de Gandhi,

Vi dançar as moças de Xangô,

Foi lá que reencontrei o paraíso

Ao lado de Jorge Amadô.

2013-05 - Nara canta MoustakiMoustaki gravou muito mais música brasileira e/ou sobre o Brasil do que os brasileiros gravaram Moustaki. Os Mutantes gravaram uma versão de “Joseph”, canção que ele escreveu sobre o pai de Jesus (“Por que será que aconteceu, José, que seu filho, esse inocente, teve essas idéias estranhas, que tanto fizeram Maria chorar?”)

E Nara Leão gravou três canções dele, em 1971. Ela havia passado uma temporada em Paris depois do casamento com Cacá Diegues; gravara lá um álbum duplo, Dez Anos Depois, seu primeiro disco de bossa nova. Artista de sensibilidade rara, antenas possantes para captar o que de melhor havia, Nara gravou na volta ao Brasil versões feitas por ela mesma para “Il-y-avait un jardin”, “Votre fille a vingt ans” e “Le Métèque” – esta última a música que foi sempre a marca registrada do autor. (Aqui, um dos vários clipes que há no YouTube de “Le Métèque”.)

***

Muitas amantes.

Uma delas, lá atrás no tempo, foi uma mulher de muitos amantes, Édith Piaf, ela mesma, La Môme, a maior estrela da canção francesa.

Moustaki estava com 24 aninhos quando La Môme, uma incansável comedora, o comeu, em 1958. Ela, feiosinha mas fantástica, estava com 43 anos, e o garotão deve seguramente ter impressionado muito a grande estrela. Moustaki tinha fina estampa – sempre teve; foi um homem de fina estampa até bem velhinho.

O garotão fez a letra e Marguerite Monnot compôs a melodia de uma canção criada especialmente para La Môme, “Milord”. Foi um imenso, extraordinário sucesso; está em muitos dos discos dos maiores sucessos de Piaf. (A foto abaixo, da agência Keystone, é de 1958.)

Georges MoustakiUm livro precioso, 100 Ans de Chanson Française, traz um verbete específico sobre “Milord”, que, aliás, grafa como Mylord (os discos de Piaf grafam com i). Diz o verbete:

“Canção, música Marguerite Monnot, palavras Georges Moustaki (1958). Feita ‘sob medida’ para Édith Piaf para uma turnê pelos Estados Unidos, onde a acompanha seu autor, então com 24 anos, e de quem seria o primeiro sucesso. Uma ‘moça do porto’ que tem a mesa aberta (será que isso, la table ouverte, é uma expressão idiomática?) e grande coração; um ‘mylord’: um convite ao amor e ao esquecimento sobre um ritmo de Charleston que vai crescendo e acelerando até o paroxismo.”

Parece que outro gigante da canção francesa, Yves Montand, também passou pela cama de Piaf e com isso teve uma boa ajuda no início de carreira. Me pego pensando, pela primeira vez na vida, que Montand e Moustaki, dois artistas por quem tenho a maior admiração, têm coisas em comum. Édith Piaf, para começar. Os dois são estrangeiros – Moustaki um filho de italianos e gregos nascido em Alexandria, Montand nascido na Toscana de pais italianos. Os dois foram de esquerda, Montand comunista de carteirinha até cascar fora diante das atrocidades stalinistas, Moustaki não sei se de carteirinha, mas um firme partidário do comunismo, no mínimo do socialismo, como indicam diversas de suas letras. Os dois se apresentaram muitas vezes no palco do mítico Olympia – mas isso aí nem chega a ser notável, já que todos, todos, exatamente todos os grandes artistas franceses se apresentaram no Olympia.

Mais uma coisa em comum: os dois são geniais. Um diferencial: Montand era um pouco mais velho – nasceu em 1921. Era, portanto, 13 anos mais velho que Moustaki.

***

Moustaki era homem que gostava de compartilhar palco e cama com as mulheres.

Marta Contreras (na foto abaixo) iniciava uma carreira como cantora e compositora no Chile que vivia com Salvador Allende no início dos anos 1970 o sonho do socialismo democrático. A cena chilena era repleta de grandes artistas, e Marta estava apenas começando. Quando estive em Santiago no início de 1973, apenas alguns meses antes do golpe sanguinário, comprei diversos discos, inclusive um dela.

zzmoustakiemartaComo diversos dos músicos que apoiavam o governo Allende, Marta conseguiu escapar quando veio o golpe. Exilou-se em Paris.

Marta Contreras está presente no disco Moustaki, de 1979. Faz belíssima segunda voz em diversas das canções, em especial em “Et pourtant dans le monde”, uma das dezenas de músicas políticas do compositor. (O YouTube tem um belo clipe em que os dois cantam a musica.) Estavam casados – na vida e na música.

Em 2003, Moustaki fez uma turnê pela França e depois por outros países da Europa. (Ele era especialmente querido na Alemanha, nunca soube entender por quê. Em 2000, fez apresentações na Philarmonie de Berlim; em 2003, foi lançado um disco duplo com gravações daquelas apresentações, Georges Moustaki Presqu’em Solo – Live à la Philharmonie de Berlin.)

O início da turnê foi no Olympia. Tive a sorte grande de estar na platéia, na sexta fileira (e a história de por que estávamos lá, Mary e eu, é até saborosa, mas não cabe aqui), e vi que uma bela e jovem e gostosa brasileira fazia a segunda voz. Não anotei o nome dela – mas ficamos sabendo que ela era então a senhora Moustaki.

***

Moustaki compôs para Barbara e junto com ela uma canção belíssima, “La Dame Brune”. A dama morena era ela mesma, Barbara, uma cantora excepcional, que, após anos cantando canções dos outros, a maioria delas canções de homens, tornou-se compositora e, na minha opinião, é uma das mais fantásticas compositoras de música popular do mundo. Gravaram juntos “La Dame Brune” no palco do Olympia (onde mais?) em 1969; o show era de Barbara, ele era apenas um convidado especial. (Eis um clipe da dupla cantando a música.)

zzmoustakiebarbaraNunca li nada que confirmasse com todas as letras, mas todas as indicações são de que Barbara e Moustaki foram amantes. Ela morreu antes dele, em 1997, aos 67 anos, e me lembro de ter lido belas declarações dele sobre ela, sua frère camarade complice como tantas outras.

Voltariam a se encontrar e a compor e cantar juntos no disco dele de 1972, cujo título é apenas Moustaki. “La ligne droite” é simplesmente uma das canções de que mais gosto na vida.

Ele canta a primeira parte. Ela entra lá pela metade, e canta a segunda parte.

O próprio Moustaki escreveria o seguinte, para a edição de uma caixa (um coffret, como eles dizem) de quatro CDs lançada pela Polydor francesa em 1989:

“Barbara, cúmplice de sempre, compôs uma nova música sobre uma canção que eu acabava de escrever num dia do verão de 1972. Nós cantaremos cada um nossa versão.”

Se me fosse dado o dom de criar uma obra genial, uma só, creio que escolheria ter escrito “La Ligne Droite”

Tento passar para a nossa linha bárbara a beleza que Barbará e Moustaki criaram.

Ele:

Eu não espero você ao final de uma linha reta

Eu sei que vai ser preciso fazer alguns rodeios

E ver passar ainda dias e dias

Sem que ninguém venha destruir nossa pressa.

Chove na sua casa, na minha brilha o sol

Quando poderemos enfim reentrar juntos na casa?

Temos o tempo, mas por que ele é tão longo?

Minhas roupas têm talvez um pouco de poeira

E o perfume murcho de amores passageiros

Que tornaram minha solidão mais leve

Nas minhas noites insones e solitárias.

E você, meu belo amor, me diga se houve homens

Que tornaram sua vida um pouco menos monótona

Que te ajudaram a suportar o inverno depois do outono

E os silêncios obstinados do telefone.

Vamos recontar nossos triunfos, nossas festas

Mas como confessar todos nossos defeitos?

A angústia que nos pega, a angústia que nos espreita

E que se gruda em cada pensamento, em cada gesto?

Eu sei que você estará no final de minhas viagens,

Eu sei que você virá, apesar de todos os desvios.

Nós dormiremos juntos e faremos amor

Num mundo reinventado à nossa imagem.

E aí vem a resposta da mulher, composta e cantada por Barbara em cima da canção original de Moustaki:

Eu não espero você ao final de uma linha reta.

Você sabe, será preciso ainda fazer rodeios

E ver passar dias e dias

Sem que ninguém venha destruir nossa pressa.

Chove na minha casa, na sua brilha o sol.

Quando poderemos enfim casar nossas estações?

Quando poderemos enfim reentrar juntos na casa?

Temos o tempo, mas por que ele é tão longo?

Suas roupas trarão um pouco de poeira

E o perfume murcho de amores passageiros

Que às vezes fizeram a ausência mais leve

Nas noites insones e solitárias.

Ah, eu, meu caro amor, claro que tive homens

Que deixaram minha vida um pouco menos monótona

E me ajudaram a suportar o inverno depois do outono

E os silêncios obstinados do telefone.

A gente não espera o outro ao fim de uma linha reta. 

Você sabe, é preciso ainda fazer rodeios

Sem que ninguém venha destruir nossa pressa.

Vamos recontar nossos triunfos, nossas festas

Mas como confessar nossos soberbos defeitos,

Nossas dúvidas repetidas, nossas angústias secretas,

Que se grudam em cada pensamento, em cada gesto?

Um dia você estará no final de minhas viagens,

Um dia você virá, apesar de todos os desvios,

Nós dormiremos juntos e faremos amor

Num mundo reinventado à nossa imagem. 

***

zzmoustakiinteiroUm mundo reinventado à nossa imagem.

“La Ligne Droite” tem um monte de versos brilhantes, de imagens belíssimas. Meu, o que é isso – “os silêncios obstinados do telefone”?

Mas “um mundo reinventado à nossa imagem” é uma das mais belas.

Como todos os homens de bem que nasceram nas, digamos, seis primeiras décadas do século XX, Georges Moustaki era um apaixonado pelo sonho de uma sociedade mais igualitária, mais justa, mais solidária.

Mais de uma dezena de suas belas canções falam disso – o sonho de um mundo melhor.

No disco de 1972, fez o que acho que é uma das mais belas declarações. É bela como a Declaração Internacional dos Direitos Humanos, como a Declaração da Independência dos Estados Unidos.

Chama-se “Déclaration”, e nela o cantor e compositor de tantas melodias maravilhosas declama mais do que canta, enquanto ao fundo uma bela melodia sublinha o que ele diz:

Declaro o estado de felicidade permanente

E o direito de cada um a todos os privilégios.

Digo que o sofrimento é sacrilégio

Quando há para todos rosas e pão.

Contesto a legitimidade das guerras,

A Justiça que mata e a morte que pune,

As consciências que dormem nas profundezas de suas camas.

A civilização nos braços de mercenários.

Vejo morrer este século envelhecido.

Um mundo diferente renascerá de suas cinzas.

Mas não basta mais de simplesmente esperar por ele.

Já esperei demais. Quero que ele seja já.

Que minha mulher seja bela a qualquer hora do dia,

Sem ter que se dissimular sob a maquiagem.

Que nossos filhos sejam homens, e não adultos

Que sejamos irmãos camaradas e cúmplices

Em vez de ser gerações que se insultam.

Que nossos pais possam enfim se emancipar

E que tenham finalmente o tempo de acariciar suas mulheres

Depois de toda uma vida de suor e lágrimas

E de entre-guerras que não foram a paz.

 

Declaro o estado de felicidade permanente

Sem que isso sejam palavras com música,

Sem esperar que cheguem os tempos messiânicos

Sem que seja votado em qualquer parlamento.

  

Digo que doravante seremos responsáveis

Não teremos que prestar contas a ninguém e a nada.

E transformaremos a sorte em destino,

Sozinhos a bordo, sem patrão e sem deus e sem diabo.

E se você quiser vir, venha.

Há lugar para todos e para cada um.

Mas ainda nos resta algum caminho

Para ver brilhar a estrela nova.

Eu declaro o estado de bondade permanente.

***

Os poetas são fingidores.

São também necessários, “como o ar que exigimos treze vezes por segundo”, como cantou outro poeta.

Os poetas e os sonhos são necessários.

Sem poetas como Georges Moustaki, sem sonhos desvairados, sem utopias, a vida não valeria a pena.

25 e 26 de maio de 2013

8 Comentários para “Georges Moustaki”

  1. SERJO VAZ! QUE GRANDE INSPIRAÇÃO, BELÍSSIMA PESQUISA!TEXTO MARAVILHOSO! POR FAVOR , BATUQUE MUITO ESSE TECLADO! BJS

  2. Meu querido Sérgio, minha certeza de que de algum lugar Moustaki estará ciente de seu belo texto me deixa menos triste pela morte dele. E aproveito para deixar aqui minha sincera gratidão por ter me iniciado na arte desse monstro das profundezas do amor :) Que coisa mais linda o que ele escreveu! E que maravilha podermos contar com você para nos contar o quanto ele foi GRANDE!

  3. La philosophie – Batucada
    Georges Moustaki

    É uma boa banda de foliões alegres
    Quem vai para a cama de madrugada e levantar-se muito tarde
    Pensando apenas de amor ou tocar guitarra
    Eles fizeram na vida que a filosofia
    Temos uma vida inteira para se divertir
    Temos todos os mortos para descansar
    Temos uma vida inteira para se divertir
    Temos todos os mortos para descansar
    Eles não fazem nada mais do que celebrar cada momento
    Cumprimente a lua cheia, comemorar primavera
    Assim, o trabalho qu’pour eles têm pouco tempo
    Eles fizeram na vida que a filosofia
    Temos uma vida inteira para se divertir
    Temos todos os mortos para descansar
    Temos uma vida inteira para se divertir
    Temos todos os mortos para descansar
    E eu concordo com eles com freqüência suficiente
    Como eles estou perdendo a minha vida aos ventos
    E eu acho que eles são meus irmãos e meus filhos
    Eles fizeram na vida que a filosofia
    Temos uma vida inteira para se divertir
    Temos todos os mortos para descansar
    Temos uma vida inteira para se divertir
    Temos todos os mortos para descansar
    Se eles passam entre você observá-los viver bem
    E como eles são loucos, e como eles estão bêbados
    Porque a única loucura é querer ser livre
    Eles fizeram na vida que a filosofia
    Temos uma vida inteira para se divertir
    Temos todos os mortos para descansar
    Temos uma vida inteira para se divertir
    Temos todos os mortos para descansar
    À medida que crescem eles são o que são
    Os fígados de Utopia em maneiras estranhas
    Amantes, poetas, fabricantes de músicas
    Eles fizeram na vida que a filosofia
    Temos uma vida inteira para se divertir
    Temos todos os mortos para descansar
    Temos uma vida inteira para se divertir
    Nós temos todo o resto morreu por nós

    Link: http://www.vagalume.com.br/moustaki-georges/la-philosophie-batucada.html # ixzz2US6X8TPW

  4. Sérgio, Sérgio!

    O Moustaki sabia das coisas, e você também sabe.

    Beijo
    Vivina

  5. Saudades deste grande astro intelectual.

    Um verdadeiro gênio da música francesa.
    J’aimé beaucoup la belle chanson. ..
    Ma liberté.

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