Arquivos Mensais: outubro 2013

Suportes físicos: o cerco se fecha

Hoje eu vi, com estes olhos que a terra há de comer depois de virar cinza, a Compact Blue começar a fechar sua última porta. Ler Mais »

Go home, petroleiras

Existe alguma coisa mais inútil, ociosa ou ridícula do que a discussão semântica sobre privatização ou concessão? Pode ser, mas vai ser difícil encontrá-la. Ler Mais »

Más notícias do país de Dilma (120)

Seria apenas ridículo, risível, se não fosse sério, grave, absurdo: na mesma semana em que a presidente Dilma Roussef se tornou recordista em pronunciamentos em rede nacional de rádio e televisão, a TV estatal criada pelo governo Lula, e por isso muitas vezes chamada de TV Lula, deixou, pela primeira vez em sua existência, de transmitir ao vivo o Roda Viva, o tradicional programa de entrevistas da TV Cultura de São Paulo. Ler Mais »

O exemplo de “O Globo”

Há quase 50 anos, acontecia o fatídico 31 de março de 1964. Meio século depois, é muito bem-vindo o editorial em que o jornal O Globo reconhece, sem meias palavras, que “apoiar a ditadura foi um erro”. Ler Mais »

Invento o cais

Quando a vida lá fora se faz quase insuportável, quando o mundo pesa nos ombros, a primeira coisa que faço é abrir a tela do computador e me envolver na imagem da Clara e do Lucas no colo do avô. É um oásis, uma vereda no grande sertão de minha  vida. Faço como Ronaldo Bastos e Milton: invento o cais. Ler Mais »

Só mesmo no Pirandello

Se um dia se escrever a história do “Baixo Augusta”, será indispensável registrar também a pré-história desse fervedouro da noite paulistana – e, nela, abrir vasto capítulo para o inesquecível pioneiro que foi, ao longo dos anos 80, o Spazio Pirandello, no 311 da Rua Augusta. Ler Mais »

Canibais

A presidente Dilma Rousseff não é mais a mesma. E não será até outubro de 2014. Os berros e a permanente irritação deram lugar a brincadeirinhas pretensamente bem-humoradas. Descontração ao invés da ira, sorrisos e beijocas e não mais a cara fechada, o rosto sisudo. Ler Mais »

Ele chega a morder-lhe, sim

zzzzzzgodO que é pre­ciso para que uma rua se encha de gente? Fran­cis Cop­pola, no God­father, part I, enche uma rua de ale­gria e vizi­nhos quando Sonny, um dos filhos de Don Cor­le­one, dá uma lição ao cunhado. Ler Mais »

A bebida amarga

Como beber dessa bebida amarga? Tragar a dor, engolir a labuta?

Eram maus tempos aqueles em que as pessoas se dedicavam ao delicado quebra-cabeça de ressignificar as metáforas que vinham semeadas com inteligência, escondidas entre as dobraduras dos textos de jornal e das letras de música. Ler Mais »

Más notícias do país de Dilma (119)

A presidente Dilma Rousseff tem um grave problema com as palavras. Ela não sabe falar em português. Usa um idioma estranhíssimo, muitas vezes absolutamente, rigorosamente incompreensível, indecifrável. Ler Mais »

Eu neto, tu netas, ele neta

Um dos verbos que mais tenho conjugado nos últimos sete meses é “netar” – e, para todos os que me conhecem, este é um fato muito óbvio. Afinal, meu maior prazer, há sete meses, é exatamente netar. Ler Mais »

Palavras, conceitos

Ética. A palavrinha de cinco letras e um acento perdeu a vez no regimento interno do Senado. Foi despejada durante a elaboração do novo texto do regulamento. Muita gente protestou, mas a verdade é que ali não havia lugar para ela. Ler Mais »

Rua Caminho do Carro

Um dia, naquelas minhas frequentes conversas com o Tavinho Moura, apresentei a ele uma lista de títulos de futuras canções, todas referentes à minha querida Diamantina. Nomes lindos e sugestivos de ruas, becos e espaços que eu guardara na memória de minha infância. Ler Mais »

Mais do mesmo

Enquanto as emoções se voltavam para a pretensa nova política encarnada pela aliança Eduardo Campos-Marina Silva, gente de todos os partidos – incluindo a dupla recém-formada – insistia, repetia e promovia as piores práticas. Ler Mais »

Bang-Bang

zzzzzzmanuel1

Os meus melho­res bons sem­pre foram maus. Andam para aí a pre­gar ser­mões e até impor­ta­ram uma açu­ca­rada expres­são ame­ri­cana – role model –, mas a minha Amé­rica sem­pre foi outra, a come­çar pela Amé­rica da minha rua. Ler Mais »