O dedo grande do pé

zzzzzzjohnwayne

Eu hei-de mexer esse dedo!” Ainda ouço a voz do coman­dante “Spig”, dei­tado de borco numa cama de hos­pi­tal. Frac­tu­rou a quinta vér­te­bra cer­vi­cal e a boca pequena dos médi­cos diz o que eles não lhe que­rem dizer. A para­li­sia bila­te­ral não o vol­tará a dei­xar andar. Continue lendo “O dedo grande do pé”

Quem controla o controle?

Quanto riso, quanta alegria no partido de reguladores da mídia: exultam ao citar como exemplo as medidas que a Inglaterra tomou para domar seus tablóides amalucados. E, com o cinismo que os caracteriza, querem usar isso como exemplo de que países democráticos, sim, regulam a mídia e que quem resiste a medidas semelhantes no Brasil é um renitente reacionário. Continue lendo “Quem controla o controle?”

Más notícias do país de Dilma (92)

“Eu não vim pra explicar.

Vim pra confundir.”

(Abelardo Barbosa, o Chacrinha.)

Dilma tem seu lado Chacrinha. Claro, ela não tem nada do charme do velho guerreiro, mas, como ele, parece ter vindo para confundir, não para explicar. Ela fala num idioma esquisito, o dilmês – uma linguagem feita de anacolutos, de frases que não se completam, de afirmações que na verdade são negativas. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (92)”

Navio perdendo a rota

Um poema

que não se entende

é digno de nota

a dignidade suprema

de um navio

perdendo a rota (Paulo Leminski)

Sempre achei uma tremenda tolice a tal da leitura dinâmica. Não dá, nem poderia dar certo porque a nossa língua não é das que se entregam com facilidade. Tem que ser cativada, seduzida, acarinhada, lida e relida, não pode ser vista assim de esguelha, da ponta esquerda da primeira linha até a ponta direita da última linha. Continue lendo “Navio perdendo a rota”

O dízimo

Guia de Dilma Rousseff na cerimônia de entronização e no encontro privado com o Papa Francisco, em uma viagem que ficará marcada pelo contraste entre a gastança da comitiva brasileira e a pregação pelos pobres feita pelo Pontífice, o ministro Gilberto Carvalho não se apoquenta. Nem quando quebra ou deixa quebrar, diante de seu nariz, símbolos de sua fé. Continue lendo “O dízimo”

A retaguarda europeia

zzzzzzzzmanuel1

A Europa não é só van­guarda. Tam­bém há uma reta­guarda euro­peia. Em cró­nica anterior, con­tei os doze pas­sos de Marilyn que reve­la­vam redonda e inig­no­rá­vel parte dela e arre­ba­ta­vam Tony Cur­tis, Jack Lem­mon e um com­boio, em Some Like it Hot. Recebi pro­tes­tos e uma carta da Comis­são Europeia. Continue lendo “A retaguarda europeia”

Sintomas, apenas sintomas

É sintoma de alguma coisa que futuros universitários enxertem numa redação destinada a avaliar a qualidade do ensino médio trechos do hino do Palmeiras ou receitas de macarrão Miojo e sejam agraciados com notas relativamente boas e tratados com tolerância; afinal “não desrespeitaram os direitos humanos”. Continue lendo “Sintomas, apenas sintomas”

Más notícias do país de Dilma (91)

Eta semaninha danada, esta. Tem tanta má notícia, mas tanta má notícia, que é difícil fazer o lead desta 91ª compilação de algumas das notícias e análises publicadas entre os dias 15 e 21 de março que comprovam a incompetência do lulo-petismo como um todo e do governo Dilma Rousseff em especial.
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garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 20

20. Festas

zzzzzzjorge20

No final do ano, outubro ou novembro, chegou ao colégio um minúsculo grupo arisco e sorridente de menininhos de cinco anos. Sempiternas divindades! Cinco anos! De que orfanato teriam sobrado? Que freira teve que separá-los, escolhendo por este ou aquele critério, aqueles que deveriam alojar-se no meio daquela coleção da zoologia humana, ratos, cães, chacais? Continue lendo “garças e abutres chegados da terra do urubu-rei. capítulo 20”