Meus discos: Changes, de Jim & Jean

Um dos discos que eu mais curti (e ainda curto) na vida é pouquíssimo conhecido. Cheguei a achar que era uma invenção, uma fantasia minha.

Era um duo – Jim & Jean. O disco se chama Changes.

É bom demais de gostar de grupos de que todo mundo gosta. Mas também é bom gostar dessas coisas assim meio obscuras, pouquíssimo badaladas.

Mas não sou, de jeito nenhum, um cara tipo Carlos Bêla, que conhece bem os mais obscuros grupos indies que acabaram de lançar seu primeiro disco na Islândia, ou no Azerbaijão. Conheço apenas o que todo mundo está cansado de conhecer. Jim & Jean é uma das únicas exceções – acho que eles e o Babe Ruth. Quem sabe ainda escrevo um textinho sobre o Babe Ruth.

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O que Jim e Jean Glover – eles eram um casal, um par, marido e mulher – fazem com suas duas vozes é uma absoluta loucura, a mais total maravilha. Nunca conheci outro duo que faça harmonias como as que esses dois fizeram.

Nenhum dos dois ou três eventuais leitores deste texto é obrigado a acreditar (a não ser que ouçam Jim & Jean- haverá links mais abaixo para o YouTube), mas a maravilha que é o entrelaçamento das vozes deles não tem comparação. É mais surpreendentemente bela que Simon & Garfunkel, que os Everly Brothers. Dá de 2 mil a zero em Lennon & McCartney – até porque esses dois, cada um querendo ser melhor que outro, a rigor pouquíssimas vezes fizeram duetos.

Dueto bom se faz quando um quer bem ao outro – nunca quando um quer demonstrar que é melhor que o outro.

Dueto é o contrário de duelo. É um a favor do outro – não contra o outro. É solidariedade, jamais competição.

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Com Jim e Jean, não há primeira voz e segunda vozes. Ora é uma, ora é outra. Ora uma sobe, enquanto a outra vai para uma região mais grave, ora é o contrário.

As vozes de Jim e Jean se entrelaçam como se fossem os corpos de um homem e uma mulher de borracha entrelaçando pernas e braços.

Changes é de 1966. Era o coração da época em que os compositores e cantores que haviam começado na tradição da música folk estavam se eletrificando.

Era o coração da época em que tudo mudava – Changes.

O maior desafio da juventude americana engajada havia sido vencido: desde 1964, estavam proibidas as leis segregacionistas. O racismo passara a ser ilegal. Mas crescia a participação americana na guerra do Vietnã, e todo esforço dos jovens artistas que havia sido jogado na luta pelos direitos civis, pelo fim do racismo legalizado, voltava-se então contra a guerra.

Quando comprei e ouvi pelo primeiro um milhão de vezes Changes, era 1968, meu país passava por outros tipos de mudanças, mas eu, especificamente, passava por mudanças muito pessoais e intransferíveis, que, infelizmente, estavam muito longe das grandes questões do mundo – o maio da França, a explosão da Primavera de Praga, o estouro dos protestos americanos contra a guerra do Vietnã, e até mesmo os muitos próximos protestos contra a ditadura militar instalada em 1964, as seguidas passeatas que tomavam conta de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Aos 18 anos, recém chegado à maior metrópole do país, jogado na piscina da vida para aprender a nadar ou então afundar, passei o ano que mudou tudo, ou quase tudo, tentando ganhar dinheiro para pagar meu sustento.

Participei de poucas passeatas contra a ditadura: tinha que trabalhar das 8 da manhã às 6 da tarde.

E então não compreendia muito bem o que cantavam sobre as mudanças Jim & Jean – mas ouvia o disco sem parar, no quartinho de pensionato, que já havia sido uma conquista após morar por alguns meses na casa do irmão mais velho, ao Sul de Santo Amaro.

As mudanças que eles cantavam eram diferentes das que o país enfrentava, eram diferentes das minhas.

Mas, quando somos jovens, gostamos de mudanças. Mesmo daquelas que não entendemos muito bem.

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Jim & Jean cantam no disco três canções de Phil Ochs, duas de autoria do próprio Jim Glover, uma de Eric Andersen – que eu só viria a conhecer muitíssimos anos depois –, e, para encerrar, uma de Dylan que o próprio Dylan não havia gravado em seus discos oficiais. Para mim, o fato de Jim & Jean cantarem “Lay down your weary tune” era a comprovação definitiva de que eles eram bons pra cacete.

Changes”, a canção que dá o título do álbum, uma das três assinadas por Phil Ochs, é uma extraordinária maravilha. A melodia é fascinante, envolvente – e a fantástica forma com que as vozes de Jim e Jean se envolvem-se a si mesmas a deixa ainda mais extraordinária. Já a letra… A questão não era compreender as palavras: aos 18 anos, eu compreendia suficientemente o inglês. Duro era tentar compreender o que as palavras de Phil Ochs queriam dizer.

Sente-se a meu lado, fique tão perto quanto o ar. Divida em uma memória de cinza; vagueie pelas minhas palavras, sonhe com os desenhos que brinco de mudanças. Cenas de meus jovens anos eram calorosas na minha mente, visões de sombras que brilham, até que um dia eu voltei e descobri que elas eram vítimas das videiras das mudanças.

(A íntegra da letra está abaixo, após o texto.)

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Mas isso ainda não é tudo. Duro mesmo é tentar entender “Crucifixion”, outra de Phil Ochs. Ao longo de 7 minutos e meio, Jim e Jean cantam uma canção que parece perfeita para uma encenação séria, dramática, dura, da morte de Cristo. Em todas as canções do disco, as vozes deles são maravilhosas, e se engalfinham de uma maneira como as de nenhum outro dueto. Mas o significado daquela letra de Phil Ochs… Tinha uns 18 anos quando a ouvi pela primeira vez, e hoje, aos 62, continuo não entendendo porra nenhuma. “Desolation Row”, que Dylan gravou no disco Highway 61 Revisited, de 1965, é fichinha perto de “Crucifixion”.

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Felizmente, eu não era um garoto dado a profundas depressões. Se fosse, poderia ter ficado tão louco por não compreender o que Phil Ochs queria dizer a ponto de tentar o suicídio.

Jamais tentei – até porque, se um dia quiser, gostaria de conseguir.

Phil Ochs não tentou – conseguiu. Matou-se em 1976, aos 35 anos.

Phil Ochs, Torquato Neto, Sidney Miller. É duro perder três ídolos porque eles mesmo não se quiseram mais.

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Conheci Phil Ochs (na foto acima), acho que como boa parte das pessoas da minha geração que não viviam no Village, através de Joan Baez. Joan gravou “There but for Fortune”, de autoria dele, no quinto disco dela, Joan Baez/5, de 1964.

Phil Ochs assina o texto da contracapa de Changes, aquilo que os americanos chamam de liner notes. Nunca vi uma edição americana do disco, lançada pelo prestigioso selo Verve, mais voltado para o jazz e a Grande Música Americana do que o folk ou qualquer outro tipo de pop mais pop, mas o disco brasileiro, da antiga Copacabana, traz o texto assinado por Phil Ochs em “tradução e adaptação de Olavo Bianco, Rádio Gazeta – São Paulo”. Imagino que a palavra adaptação indique que Olavo Bianco tenha enxugado o texto do cantor e compositor.

Diz o texto:

“A moda do folclore chegou e se foi como se fora uma praga.

“Como a cena chegou ao seu clímax inevitável, alguns desistiram e oficialmente tornaram-se vendedores, outros se tornaram defensores étnicos das tradições da Mãe Terra ainda que não houvesse atacantes.

“Muitos deixaram crescer os cabelos e pularam na esteira dos ‘Beatles’ (assim mesmo, com aspas!), no espírito do outro lado do oceano. E bateram palmas como sempre.

“Praticamente todos tentaram as drogas.

“De alguma forma isso cdonduziu a uma revolução musical. A ‘Voz do Village’ (assim mesmo, traduzindo o nome do jornal Village Voice) estava virtualmente palpitante com a descoberta derrubadora. As ‘discotheques’ espalharam-se como fungos. Muitos eram levados a proclamar uma nova era de cultura para as massas.

“Eu mesmo planejei formar um novo grupo de folcloristas. Deixaríamos crescer nossos cabelos, seríamos acompanhados por uma orquestra sinfônica elétrica, tocaríamos cítaras e vários outros instrumentos orientais, e conversaríamos sobre a livre-forma do ultra-Zen de música na televisão. O grupo seria chamado de ‘Os Pretensiosos’.

“Enquanto isso, em Village (assim mesmo: não no Village, mas em Village), bem escondidos da explosão, do dinheiro, e do falso estímulo, um grupo de escritores permanecia trabalhando em sua própria revolução. (…)

“Ah! Nessa mistura de cenas malucas pularam Jim & Jean, um produto legítimo Americano, o tipo de dupla que bem poderia persuadir as pessoas de Iowa a comprar Bônus dos Estados Unidos.

“Eles podem cantar? Vale a pena ouvi-lo? Eu acho que sim, porque ao contrário de muitas pessoas que vocês conheceram e apreciaram no cenário folclórico, eles atualmente têm vozes com timbre e tom, controle e inteligência.”

Creio, aqui no meu cantinho, que nesta última frase Phil Ochs tenha usado actually, ou seja, na verdade, de fato, na realidade. Olavo Bianco, acho eu, tropeçou na semelhança das letras. Acho que ele era suposto de fazer isso…

E o texto termina assim:

“Os ‘Beatles’ estabeleceram um padrão de som musical puro que é como uma tentadora cenoura madura para muitos grupos americanos.

“Jim & Jean são dos poucos que podem enfrentar o desafio daquele padrão.

“(Todos os americanos decentes vão comprar e apreciar est3e disco. O resto de vocês terá que se defender por si mesmos.”

***

Interessante: os dois primeiros discos que escolhi para comentar aqui nesta série “Meus Discos” (se é que vai de fato haver uma série) são de conjuntos folk dos anos 1960, e os dois têm textos na contracapa que comparam as músicas dos compositores que seguiam a tradição folk com os Beatles. O que indica que muitos americanos estavam, de fato, preocupados com a Invasão Britânica. Não é à toa que Don McLean escreveu “American Pie”.

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Nem tudo é desespero e/ou linguagem cifrada em Changes, o disco que ouvi tanto até quase furar o vinil.

Tem “Tonight I need your loving”, que no disco aparecia assinada por Eric Andersen. Como já disse antes, eu levaria décadas para conhecer Eric Andersen. Uma beleza de canção de amor, assim como “Loneliness”, de Steve Baren, e “It’s really real”, do próprio Jim Glover. Tem “Strangers on a strange land“, de David Blue.

Aí o disco tem uma canção chamada “One Sure Thing”, parceria de Harvey Brooks e a própria Jean Glover. Ela é cantada em solo por Jean Glover. É um espetáculo, literalmente. Naquela época em que os cantores que vinham da tradição folk se dividiam entre os puristas e os que permitiam a presença de outros instrumentos, todo o disco tem belos arranjos que incluem guitarras elétricas, piano, órgão, vibrafone, cravo, cello, percussão. O arranjo de “One Sure Thing” tem tudo isso, emoldurando a voz soberba de Jean Glover numa interpretação teatral, à la o que Ute Lemper faria mais tarde, o que Lotte Lenya havia feito bem antes. Parece uma reencarnação em inglês de Jacques Brel.

E o disco termina com um Dylan que até então nenhum disco de Dylan trouxera, “Lay down your weary tune”, em uma interpretação melancólica, suave, doce, propositalmente acústica, em contraponto com o som pesado, completamente elétrico e drogadão de Blonde on Blonde, o disco dele de 1966.

São 11 faixas. Não há uma faixa razoável, boazinha – são todas ótimas, ou então excelentes.

***

Comprei o LP Changes quando estava morando num pensionato, dividindo um quarto com um camarada que, por essas coisas da vida, era um meu conhecido: um paranaense, que havia sido meu colega no Estadual do Paraná. Já nem me lembro se nos encontramos por puro acaso, ou se foi ele que indicou a vaga no pensionato, naqueles meados de 1968, em que eu já tinha um dinheirinho suficiente para não morar mais com meu irmão mais velho ao Sul de Santo Amaro.

O pensionato era num sobrado com umas edículas atrás, na Fernando de Albuquerque, bem perto da Augusta. Logo abaixo da esquina de Augusta com Fernando de Albuquerque havia uma lojinha de discos. Foi nela que achei Changes – e, por algum motivo, comprei.

Foi nessa lojinha, também – me lembro disso perfeitamente -, que ouvi pela primeira vez como era o som de Abbey Road, que chegou ao Brasil pouco depois do lançamento inglês, em setembro de 1969.

Jamais vou me esquecer disso. Passei lá na loja, e eles disseram que o disco novo dos Beatles tinha chegado. Puseram para tocar o início da faixa 1 do Lado A, “Come Together”  – e eu tive a certeza de que estava ouvindo alguma coisa histórica, melhor que quase tudo o que já havia sido feito no mundo.

Voltaria a ter essa exata sensação quando ouvi pela primeira vez, em meados de 1986, a primeira faixa de Graceland, de Paul Simon, “The Boy in the Bubble”.

Mas o fato é que, naqueles meses do pensionato da Fernando de Albuquerque (felizmente foram só alguns meses, rito de passagem), com minha coleção de discos ainda não chegando a duas dezenas, o vinil de Changes literalmente quase furou.

Enquanto os anos se passavam, o salário melhorava e a coleção de discos crescia, eu achava estranhíssimo que ninguém falava de Jim & Jean.

Em 1980, comprei no Book Centre, uma belíssima livraria que não existe mais, na Rua Gabus Mendes, uma travessinha da 7 de Abril bem perto da Praça da República, um belo livro, The Folk Music Encyclopaedia. A enciclopédia reanimou meu temor de que Jim & Jean não passavam de uma fantasia da minha cabeça: não havia menção a eles. Na Encyclopedia of Rock, inglesa, que comprei em 1981, tampouco havia Jim & Jean.

Nem no folk, nem no rock – Jim & Jean estavam no limbo.

Nas duas viagens aos Estados Unidos, procurei Jim & Jean – e nada.

Reencontrei o duo numa época em que baixei muita música no Soulseek. Baixei todas as 11 músicas de Changes, e fiz um novo CD com as faixas baixadas, para substituir o CD anterior, copiado do LP. Pela primeira vez desde que tinha 18 anos pude ouvir as vozes de Jim e Jean sem os chiados do LP.

Na época da internet, tudo fica mais fácil. O AllMusic tem verbete sobre o grupo e sobre os poucos discos que gravaram. Changes merece do grande site enciclopédico 4 estrelas em 5. O texto, é claro, foi escrito por algum garotão cuja mãe estava nascendo no ano em que o disco foi gravado – ou alguns anos depois.

***

Muitos, muitíssimos anos mais tarde, ouvi Eric Andersen cantando “Changes”. Está no disco dele de 2005, Waves, em que canta músicas dele e de contemporâneos seus que ele respeita, admira – há, por exemplo, um Tom Paxton (“Ramblin’ Boy”) e um Lou Reed (“Pale Blue Eyes”). Há também, como mostra a capa do disco aí, regravações de canção de Phil Ochs, Richard Farinã, e até uma de Bob Dylan. Eram todos da mesma geração, todos esses grandes compositores e mais esse último citado aí, um MIB, um E. T., uma coisa de outra dimensão.

Acho que esse disco de Eric Andersen é muito parecido, em termos do conceito, com Contemporâneos, extraordinário álbum que Dori Caymmi fez em 2002 cantando Paulinho da Viola, Caetano, Chico, Milton & Marcos Valle, João Bosco – uma homenagem aos outros grandes de sua geração.

“Changes” com Eric Andersen é uma interpretação completamente diferente da do duo Jim & Jean. O casal canta em andamento rápido – era preciso mudar depressa, naqueles anos 1960. Andersen canta bem devagar, a voz – que jamais foi propriamente uma beleza, de acordo com os padrões normais – já bastante envelhecida, cansada. Fantasticamente, no entanto, a versão de Eric Andersen em 2005 – quando ele estava com 62 anos – da canção dos anos 1960 de seu contemporâneo Phil Ochs é de uma beleza rara. Vem com algo que nem Phil Ochs, nem Jim e Jean tinham naquela época: a sabedoria que só vem com a idade.

***

Boto para tocar no iTunes, enquanto tento terminar este texto, as 11 faixas de Changes.

Alguns milhões de audições depois, é tudo maravilhoso, fresco, puro – e belo, fantasticamente belo.

Novembro de 2012

Changes

Phil Ochs

 

Sit by my side, come as close as the air,

Share in a memory of gray;

Wander in my words, dream about the pictures

That I play of changes.

 

Green leaves of summer turn red in the fall

To brown and to yellow they fade.

And then they have to die, trapped within

the circle time parade of changes.

 

Scenes of my young years were warm in my mind,

Visions of shadows that shine.

Til one day I returned and found they were the

Victims of the vines of changes.

 

The world’s spinning madly, it drifts in the dark

Swings through a hollow of haze,

A race around the stars, a journey through

The universe ablaze with changes.

 

Moments of magic will glow in the night

All fears of the forest are gone

But when the morning breaks they’re swept away by

golden drops of dawn, of changes.

 

Passions will part to a strange melody.

As fires will sometimes burn cold.

Like petals in the wind, we’re puppets to the silver

strings of souls, of changes.

 

Your tears will be trembling, now we’re somewhere else,

One last cup of wine we will pour

And I’ll kiss you one more time, and leave you on

the rolling river shores of changes.

 

Crucifixion

Phil Ochs

 

And the night comes again to the circle studded sky

The stars settle slowly, in lonliness they lie

‘Till the universe expodes as a falling star is raised

Planets are paralyzed, mountains are amazed

But they all glow brighter from the briliance of the blaze

With the speed of insanity, then he dies.

 

In the green fields a turnin’, a baby is born

His cries crease the wind and mingle with the morn

An assault upon the order, the changing of the guard

Chosen for a challenge that is hopelessly hard

And the only single sound is the sighing of the stars

But to the silence and distance they are sworn

 

So dance dance dance

Teach us to be true

Come dance dance dance

‘Cause we love you

 

Images of innocence charge him go on

But the decadence of destiny is looking for a pawn

To a nightmare of knowledge he opens up the gate

And a blinding revelation is laid upon his plate

That beneath the greatest love is a hurricane of hate

And God help the critic of the dawn.

 

So he stands on the sea and shouts to the shore,

But the louder that he screams the longer he’s ignored

For the wine of oblivion is drunk to the dregs

And the merchants of the masses almost have to be begged

‘Till the giant is aware, someone’s pulling at his leg,

And someone is tapping at the door.

 

To dance dance dance

Teach us to be true

Come dance dance dance

‘Cause we love you

 

Then his message gathers meaning and it spreads accross the land

The rewarding of his pain is the following of the man

But ignorance is everywhere and people have their way

Success is an enemy to the losers of the day

In the shadows of the churches, who knows what they pray

For blood is the language of the band.

 

The Spanish bulls are beaten; the crowd is soon beguiled,

The matador is beautiful, a symphony of style

Excitement is estatic, passion places bets

Gracefully he bows to ovations that he gets

But the hands that are applauding are slippery with sweat

And saliva is falling from their smiles

 

So dance dance dance

Teach us to be true

Come dance dance dance

‘Cause we love you

 

Then this overflow of life is crushed into a liar

The gentle soul is ripped apart and tossed into the fire.

First a smile of rejection at the nearness of the night

Truth becomes a tragedy limping from the light

All the (canons|heavens) are horrified, they stagger from the sight

As the cross is trembling with desire.

 

They say they can’t believe it, it’s a sacreligious shame

Now, who would want to hurt such a hero of the game?

But you know I predicted it; I knew he had to fall

How did it happen? I hope his suffering was small.

Tell me every detail, I’ve got to know it all,

And do you have a picture of the pain?

 

So dance dance dance

Teach us to be true

Come dance dance dance

‘Cause we love you

 

Time takes her toll and the memory fades

but his glory is broken, in the magic that he made.

Reality is ruined; it’s the freeing from the fear

The drama is distorted, to what they want to hear

Swimming in their sorrow, in the twisting of a tear

As they wait for a new thrill parade.

 

The eyes of the rebel have been branded by the blind

To the safety of sterility, the threat has been refined

The child was created to the slaughterhouse he’s led

So good to be alive when the eulogy is read

The climax of emotion, the worship of the dead

And the cycle of sacrifice unwinds.

 

So dance dance dance

Teach us to be true

Come dance dance dance

‘Cause we love you

 

And the night comes again to the circle studded sky

The stars settle slowly, in lonliness they lie

‘Till the universe expodes as a falling star is raised

Planets are paralyzed, mountains are amazed

But they all glow brighter from the briliance of the blaze

With the speed of insanity, then he died.

8 Comentários para “Meus discos: Changes, de Jim & Jean”

  1. Fantástico Sérgio, nunca tinha lido ou ouvido nadíssima sobre este grupo e a sua música.
    Vou ver se alguém das minhas relações conheçe e vou googlar a ver o que encontro.

  2. Mais uma boa de “50anosdetextos”. Encheu minha solitária noite de luar em São Chico-SC. Fui a luta tentanto escutar “Cnages” na voz de Jim & Jean, não consegui ( 50 anos poderia anexar links das gravações. Na falta da “Changes” original escutei a versão no You tube com Phil Ochs acompanhado pela guitarra de Jim Grover.
    Em matéria de música e filmes as dicas e textos do guru Sérgio são certeiros, de bom gosto e paradoxalmente “socialistas”.

  3. Segue, como colaboração, algums dados sobre “Jim & Jean” conseguidos pela pesquisa efetuada por estimulo de “50anosdetextos”.

    Jim e Jean, duo composto por Jim Glover (nascido em 1942) e Ray Jean (1941-2007) ]de música folk norte-americana, que se apresentou e gravou do início ao final dos anos 1960.Eles foram casados por um tempo, e foram apresentados como Jim e Jean Glover no encarte de seus álbuns, mas, eventualmente, seguiram caminhos separados.

    JIM Glover participou Ohio State University, onde conheceu Phil Ochs em fins de 1959, e introduziu Ochs na música popular, na política de esquerda, e lhe ensinou a tocar guitarra. Jim Glover e Phil Ochs formaram uma dupla folk de curta duração chamada de “socialistas cantando”, mais tarde rebatizado de “Sundowners”.Embora o grupo não durasse muito tempo, Glover e Ochs permaneceram amigos. Em 1961,

    Jim Glover deixou Ohio e se mudou para Nova York, onde conheceu Jean Ray no Raffio Café e mais tarde se apaixonou por ela. Jim e Jean começoam a tocar música juntos e desenvolveram apresentações no Café Raffio em Greenwich Village e logo começaram a ganhar dinheiro suficiente para pagar o aluguel de seu apartamento da rua Thompson.
    ]
    Em 1962, mudaram-se com Phil Ochs quando ele estava começando sua carreira musical em Greenwich Village.Jean apresentou Ochs para a sua amiga Alice Skinner, que se mudou com Skinner, se casou com ela. Jim e Jean começaram a executar canções de Ochs. Eles receberam um impulso grande na carreira de Art Linkletter, cuja secretária era mãe de Jean, e que contou com Jim e Jean em seus programas de TV populares.

    Primeira aparição Jim e Jean que se tem registro foi um um álbum de compilação ao vivo lançado em 1963.Apresentavam-se em actos folclóricos. Em 1965, Jim e Jean lançou seu primeiro álbum, uma versão de auto-intitulada, no rótulo da Philips. Este álbum contém canções escritas por Tom Paxton (“Ramblin Boy” e “Hold On To Me, Babe”), Ochs (“lá mas para Fortune”), Buffy Sainte-Marie (“Bem-vindo, bem-vindo Emigrante”), Lead Belly (“Alabama Bound” e “relaxar a mente”), bem como canções tradicionais. Alice Skinner Ochs(mulher de Ochs) escreveu o encarte original impresso no verso do álbum.

    Em 1966, o segundo álbum de Jim e de Jean, Mudanças, foi lançado pela gravadora Verve Folkways. A faixa-título foi escrita por Phil Ochs, e o álbum também continha outros dois Ochs as’canções (“Se nhora das Flores” e “Crucificação”). Ochs também escreveu notas do álbum. O segundo álbum contém mais músicos de sessão, instrumentação, e até mesmo alguns experimentação folk rock. Eles gravaram com alguns músicos que trabalharam no primeiro Bob Dylan

    Terceiro e último álbum de Jim e de Jean, Mundo Pessoas, foi lançado em Verve Forecast, em 1968, e é a partida mais distante de seu som original e estilo. Às vezes, este álbum mergulha em alguns temas flower power e psicodelia mesmo leve. O álbum também continha mais de seu material próprio, original do que seus álbuns anteriores. A faixa-título, “World People”, alcançou o número 94 na Billboard Hot 100 chart EUA em 1968.

    Além disso, duas músicas Ochs ‘apareceu no álbum: “Cross My Heart” e “Toque de revolução”. Este foi o último álbum de Jim e Jean como um duo.

    Durante os anos eles gravaram juntos, Jim e Jean apresentaram-se clubes populares de música, como o Ash Grove em West Hollywood e da casa do gelo em Glendale, Califórnia, às vezes aberta para bandas de folk rock.

    Em uma apresentação no Grove Ash, ao invés de tocar como um duo eles foram acompanhados por um pianista e pelo baixista Harvey Brooks, que havia tocado com Dylan.

    Jim e Jean se separaram e seguiram caminhos distintos Glover gravou alguns álbuns de orçamento pequeno e próprio. Jean Ray passou a atuar e cantar em orçamento pequeno.

    Ambos se reuniram para cantar e um último show juntos no café do Voz do Povo em Nova York em 18 de março de 2006. Depois de uma longa doença, Jean Ray morreu em 19 de agosto de 2007.

    Jean Ray foi a inspiração para a canção de Neil Young, “Cowgirl in the Sand” canção de Neil Young.

    Uma outra música “Changes” eu conhecia na performance do “Black Sabbath” Link: http://www.vagalume.com.br/black-sabbath/changes-traducao.html#ixzz2Du7pdZeg

  4. Sergio, desculpe, sou meio anta com a internet. Valeu a remessa doo link, escutei e adorei, em especial a voz da Jean Ray. Aguardo novos textos. Seu fiel seguidor.

  5. Quando “Changes” saiu eu tinha apenas 1 anos. Discobri essa jóia rara há 4 anos, ouvindo “Flower Lady” no Deezer. Acho que na realidade é um trio: Jim, Jean e Ochs. É uma química perfeita.

  6. Gostei. Gostaria de contato. Procuro historias e estórias do rádio e radialistas.

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