E um dia comem-nos

Era em Luanda e tinham nos olhos um abor­re­ci­mento escan­di­navo. No meu Liceu, que agora se chama Mutu Ya Kevela, havia jaca­rés. Nada­vam num tan­que fundo e tinham uns bons metros de areia para se aque­ce­rem ao céu aberto do pátio. Continue lendo “E um dia comem-nos”

Russomano, ironia do destino?

Enquanto o país se prepara para divertir-se com as Olimpíadas, que já começaram, e o julgamento do mensalão, que começa na semana que vem, as picuinhas da política provincial ganham seu tempero de pimenta de biquinho: não ardem muito, não queimam a língua e nem ajudam muito no sabor. Continue lendo “Russomano, ironia do destino?”

Gol dos mensaleiros. No tapetão

Embora muitos confundam, o Tribunal de Contas da União (TCU) não é uma instância da Justiça. Ainda bem. Caso contrário, a decisão de isentar o Banco do Brasil pelas transações com a DNA, uma das agências de publicidade de Marcos Valério, causaria a maior balbúrdia jurídica da história. Continue lendo “Gol dos mensaleiros. No tapetão”

O cinema alemão é um écrã demoníaco

Houve alguns anos eufó­ri­cos em que o cinema ale­mão não foi só o cinema ale­mão. Tal como o crash de 29 foi a mãe dos anos dou­ra­dos do cinema sonoro ame­ri­cano, o cinema ale­mão nas­ceu dos escom­bros e humi­lha­ção da I Grande Guerra. Continue lendo “O cinema alemão é um écrã demoníaco”

Esperanto? Pra quê? (5) O que seria resistência cultural?

Quando os franceses introduziram nos países de língua portuguesa um objeto composto de uma lâmpada sobre uma base e uma cobertura para diminuir ou suavizar o impacto da luz, chamado “abat-jour”, o termo foi assumido entre aspas porque era necessário designar o objeto. Continue lendo “Esperanto? Pra quê? (5) O que seria resistência cultural?”