Bandidos da bola

O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol… (Albert Camus)

Claro que os torcedores das organizadas nunca ouviram falar de Albert Camus e muito menos ele saberia, antes de morrer, que o futebol, muitos anos depois, deixaria de ser guia da moral e das obrigações do homem para transformar-se, por força do desvio comportamental de alguns celerados, em viveiro de bandidos. Continue lendo “Bandidos da bola”

O treino para o Mundial de Dominó é no bar

Entre bolinhos de bacalhau e coxinhas, a Federação Paulista de Dominó forja seu destino. Sua sede não tem pompa, mas o agradável clima de uma confraria de vizinhos de bairro. Onde os vizinhos se encontram? No Bar do Valdeci. Pois o bar, em Cidade Patriarca, na zona leste, é a sede da Federação. Continue lendo “O treino para o Mundial de Dominó é no bar”

Más notícias do país de Dilma (45)

“A palavra provavelmente mais correta para descrever a maior parte das atividades do governo brasileiro hoje em dia, em português comum, seria ‘farsa’. Mas é melhor, por prudência e pela cortesia com que se devem tratar nossas altas autoridades em geral, utilizar alguma coisa mais leve ─ ‘ficção’, talvez, é o termo que se aconselha, já que não pode ser entendido como ofensa (Deus nos livre de uma coisa dessas), e ao mesmo tempo serve para resumir com bastante clareza a atual conduta do superior comando da nação.” Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (45)”

O dia em que Anélio Barreto parou as máquinas

O Jornal da Tarde estava às vésperas de completar dez anos, e a data pedia uma comemoração. Eu era subeditor da Reportagem Geral, mas já tinha feito uma ou duas coisas que chamaram a atenção do redator-chefe, o inesquecível Murilo Felisberto, e ele determinou que seria eu o editor de um suplemento especial celebrando a data. Continue lendo “O dia em que Anélio Barreto parou as máquinas”

Noves fora

Nove anos depois de chegar ao Planalto – quase três como ministra de Energia, cinco como ministra da Casa Civil e há mais de um como presidente da República -, Dilma Rousseff descobriu, assim, de repente, que vinha fazendo tudo errado. Continue lendo “Noves fora”

Um beijo na palma da mão

Por cada porta que passa, Robert De Niro passa de um pas­sado a outro pas­sado. É sem­pre “yes­ter­day”, como os Bea­tles can­tam, no Once Upon a Time in Ame­rica. O filme é de Ser­gio Leone e dura 50 anos. São 50 anos a andar para trás, à pro­cura do tempo per­dido em que a ino­cên­cia foi ou era possível. Continue lendo “Um beijo na palma da mão”

A Lei de Talião

O Senado aprovou um projeto de lei de Roberto Requião estabelecendo novos procedimentos para o direito de resposta ou retificação do ofendido “em matéria divulgada, publicada ou transmitida em veículo de comunicação social”. Continue lendo “A Lei de Talião”

O nome de Thor

O nome de Thor, filho de Eike Batista, envolvido no acidente com o ciclista na Baixada Fluminense, remete automaticamente ao personagem principal da mitologia nórdica. Lá, o deus Thor é uma espécie de Zeus, cuja contrapartida ao Olimpo é Asgard. Continue lendo “O nome de Thor”

Sob o signo de Delúbio

Em abril de 2011, o diretório nacional do PT aprovou, por 60 votos a 15, a refiliação de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do partido, acusado de ser um dos principais articuladores do mensalão. Com o aval determinante do ex-presidente Lula, a volta de Delúbio só não virou festa de arromba em Goiás, seu estado natal, por alerta de seus advogados. Continue lendo “Sob o signo de Delúbio”

Tinham mães que os amavam

A calva e res­plan­de­cente cabeça de Luis de Pina, então direc­tor da Cine­mateca, pai­rava sobre um tor­men­toso mar punk. Já volta­re­mos à sua cabeça. Antes, deixo-vos com uma pérola de filo­so­fia social: desiludam-se os pro­ac­ti­vos, não cria como­ções soci­ais quem quer e, às vezes, nem quem pode. Continue lendo “Tinham mães que os amavam”