Más notícias do país de Dilma (13)

“Vivemos uma situação surreal.” “A julgar pelas homenagens dos governistas a Pagot no Senado, quem pecou foi a presidente.” “Se a presidente Dilma Rousseff fica ‘triste’ com muita coisa que acontece em seu governo, como disse em recente entrevista de rádio, que dirá o público que assiste a elas sem entender da missa a metade?” “A prática fisiológica do lulo-petismo colocou a hierarquia de cabeça para baixo.”

Aqui vai o décimo-terceiro apanhado de notícias e análises que mostram a incompetência do governo Dilma Rousseff. Foram publicadas nos jornais entre os dias 8 e 14 de julho.

Mas o apanhado inclui uma boa notícia: graças às críticas feitas pela imprensa, por dezenas e dezenas de técnicos, economistas e simples leitores e eleitores, anunciou-se nesta semana que o governo desistiu de enfiar R$ 4 bilhões de reais de dinheiro público (ou seja: o nosso dinheiro) num negócio particular do companheiro (deles, não nosso) Abílio Diniz.

Uma boa notícia, entre tanta notícia sobre incompetência e corrupção.

* Roubalheira e trapalhada nos transportes: é o surrealismo

“Vivemos uma situação surreal. Segundo o diretor-geral (afastado por denúncias de corrupção, mas oficialmente de férias) do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportres (Dnit), Luiz Antonio Pagot, não há irregularidades no Ministério dos Transportes. Já o novo ministro, Paulo Sérgio Passos, assume prometendo fazer alterações no ministério para acabar com os esquemas de corrupção. E ele não apenas é do PR, que tem nos Transportes seu feudo político, como era o segundo homem do ministério desde o primeiro dia do governo Lula. (…) Deve estar falando com conhecimento de causa, mas também não se sabe de qualquer reação dele aos tais esquemas corruptos implantados sob o seu nariz nestes anos todos em que está no ministério, em posto-chave. (…)

“De duas, uma: ou a presidente Dilma agiu de maneira intempestiva, irresponsável mesmo, sem base nenhuma para demitir a cúpula do ministério, ou está sendo testada pela cúpula do PR. Ninguém sabe o que exatamente vai acontecer, mas seria muito desmoralizante que Pagot continuasse onde sempre esteve.” (Merval Pereira, O Globo, 13/7/2011.)

* “A julgar pelas homenagens dos governistas a Pagot no Senado, quem pecou foi a presidente”

“A julgar pelas declarações de Luiz Antonio Pagot e das homenagens que recebeu de senadores da base governista, quem pecou foi a presidente Dilma Rousseff ao, primeiro, acusar a cúpula do Ministério dos Transportes de tentar ‘inviabilizar’ o governo e, depois, ao demitir Alfredo Nascimento e companhia quando a reprimenda foi parar na imprensa. (…) Em seu depoimento, Luiz Antonio Pagot comportou-se como se tudo o que a presidente e seus auxiliares disseram e fizeram nos últimos dias valesse zero. A demissão entrou-lhe por um ouvido e saiu-lhe pelo outro. Para ele, o que conta são suas férias, ‘previamente marcadas’ e o absoluto rigor com que se comportam seu departamento e os órgãos de controle: Tribunal de Contas, Controladoria-Geral e auditorias internas, ‘que não deixam passar nada’. Tudo muito certinho, muito corretinho, estritamente dentro das normas. A despeito de toda a cordialidade formal em relação a Dilma, o que Pagot quis dizer foi que a presidente afastou a cúpula do Ministério dos Transportes ao arrepio dos fatos, sem fundamento para tal. Deixou a ela o ônus da prova, reservando para si o bônus da redenção na forma de reverência por parte dos senadores governistas. Caberia agora à presidente refutar. A menos que não considere nada demais ver sua decisão desmoralizada. O depoimento de ontem pode ter sido bom para Pagot, que não tem nada.” (Dora Kramer, Estadão, 13/7/2011.)

* A presidente fica triste, tadinha. E nós? (1)

“A presidente Dilma Rousseff minimizou as suas atribulações ao dizer, numa entrevista, que ‘tem dias’ que fica triste ‘quando acontece alguma coisa errada’ no seu governo. Dado que a política é indissociável da governança, as coisas erradas nessa frente não apenas não são esporádicas, mas de tal forma se empilham que a presidente teria motivos para viver em estado de permanente tristeza.” (Editorial, Estadão, 14/7/2011.)

* A presidente fica triste, tadinha. E nós? (2)

“Se a presidente Dilma Rousseff fica ‘triste’ com muita coisa que acontece em seu governo, como disse em recente entrevista de rádio, que dirá o público que assiste a elas sem entender da missa a metade e muitas vezes incorporando como verdadeiras versões que douram a pílula, mas não traduzem a realidade? (…) O que interessa não são os adjetivos com os quais a autoridade se define perante os fatos, mas a sua capacidade de tratá-los com ações substantivas. E é isso que Dilma não tem feito, a despeito de ser conceituada como pessoa implacável, enérgica, resoluta. O que se viu até agora é que, pelo menos no exercício da Presidência, ela pode até ser veemente, impetuosa, mas está a léguas de distância de fazer jus à fama que construiu no quesito poder de decisão. (…)

“Erra muito mais agora na condução atabalhoada da demissão do primeiro escalão do Ministério dos Transportes. (…) Nos dois últimos dias Dilma Rousseff vê em comissões do Congresso o diretor por ela demitido declarar-se em férias, receber homenagens de todos os partidos aliados e ainda afirmar que a presidente esteve sempre a par ‘de tudo’ o que se passou no Ministério dos Transportes. É de entristecer, sem dúvida. O público, não a presidente a quem caberia agir. Com firmeza, mas, sobretudo, coerência.” (Dora Kramer, Estadão, 14/7/2011.)

* Os números que mostram o caos nos transportes

“O Brasil tem uma logística deplorável, o ministério (dos Transportes) tem casos recorrentes de corrupção, não investe o que pode do orçamento por ineficiência, e o número de mortes em estradas do país equivale à queda de dois aviões de 160 passageiros a cada três dias. (…) O Brasil trem 212 quilômetros de estradas pavimentadas enquanto a Índia tem 1,5 milhão, segundo o Instituto Ilos. O Brasil tem 29 mil quilômetros de ferrovia, a Índia, 63 mil. A Índia tem 38% da extensão territorial do Brasil.” (Miriam Leitão, O Globo, 9/7/2011.)

* Roubalheira nos Transportes: estatal das ferrovias acumula denúncias

“Controlada desde 2003 pelo PR, partido que foi pivô da última crise do governo Dilma, a Valec – estatal responsável pelas ferrovias – acumula denúncias de irregularidades. Um exemplo é a Ferrovia Norte-Sul. A obra do PAC tocada pela Valec recebeu nos últimos quatro anos R$ 4,7 bilhões, mas, no trecho entre Aguiarnópolis (MA) e Anápolis (GO), cada quilômetro custou quase 17% acima do valor de mercado. Em 2010, o TCU analisou 11 contratos da ferrovia – todos com sinais de sobrepreço. (O Globo, 10/7/2011.)

* Roubalheira nos Transportes: estatal das ferrovias acumula problemas de gestão

“As auditorias internas realizadas nas contas da Valec identificaram sérios problemas de gestão como, por exemplo, um excesso de funcionários nas áreas administrativas em prejuízo das áreas-fins, como a fiscalização das obras, por exemplo. Relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) de 2010 destaca também que a empresa mantinha mais funcionários no escritório do Rio do que na sede em Brasília e pagava diárias para o deslocamento desses funcionários. Entre 2007 e 2010, os gastos com diárias, passagens e despesas de locomoção da Valec pularam de R$ 1,2 milhão para R$ 4,1 milhões, crescimento de 241%.” (O Globo, 10/7/2011.)

* “A prática fisiológica do lulo-petismo” (1)

“O tal ‘presidencialismo de coalizão’, como praticado nos últimos oito anos, resultou em, que o presidente delega a partidos aliados o poder de escolha de ministros. Cria, portanto, bizarrices. Como esta de o ministro demitido Alfredo Nascimento participar da escolha do sucessor, na condição de presidente do PR. É forte o cheiro de que se fazem mudanças para tudo continuar na mesma. A prática fisiológica do lulo-petismo colocou a hierarquia de cabeça para baixo.” (Opinião, O Globo, 8/7/2011.)

* “A prática fisiológica do lulo-petismo” (2)

“Essa política de alianças não tem futuro. (…) O caso do Ministério dos Transportes mostra como ela é um entrave ao desenvolvimento. Sucessivos embates por cargos, pequenas chantagens veladas, escândalos de corrupção. (…) É um jogo arriscado em qualquer momento entregar transportes e energia ao PR e ao PMDB. (…) Grandes escândalos não produzem só manchetes, mas danos econômicos numa escala maior.” (Fernando Gabeira, Estadão, 8/7/2011.)

* Incompetente, o governo não consegue provar que País não tem vaca louca

“Não há um só registro de caso de vaca louca no Brasil. Ainda assim, desde 2007, a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) classifica o país como de risco idêntico ao da Inglaterra, onde o mal foi epidêmico nos anos 90. Por causa disso, os frigoríficos nacionais não conseguem vender vísceras a clientes estrangeiros. Em 2010, a organização abriu prazo para que as nações afetadas provassem estar livres do mal. O relatório do Brasil sobre o assunto tinha tantas falhas que nem chegou a ser apreciado pela assembleia da OIE. Neste ano, o governo passou batido pelo prazo. Em 2012, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, tem mais uma chance para resolver a questão.” (Veja, 13/7/2011.)

* Inflação recua menos do que o esperado

“O recuo nos preços dos combustíveis e dos alimentos resultou em forte desaceleração da inflação oficial, medida pelo IPCA, mas os aumentos no setor de serviços pressionam o índice. O IPCA passou de 0,47% em maio para 0,15% em junho, acima do esperado. O resultado de 12 meses (6,71%) se distancia do teto da meta e leva o mercado a aumentar projeção de juros.” (Estadão, 8/7/2011.)

* O governo insiste no trem-bala, essa asneira absurda, mirabolante

“Diante do fracasso do leilão do trem-bala, planejado para ligar Campinas a São Paulo e Rio, o governo decidiu fatiar a licitação em duas partes para tentar tornar o projeto mais atrativo para empresas estrangeiras detentoras da tecnologia e para as empreiteiras brasileiras interessadas nas obras civis. A licitação já havia sido adiada duas vezes. (Estadão, 12/7/2011.)

“O fato de não aparecerem interessados no leilão do trem-bala é recado explícito: querem mais dinheiro público no negócio, além da oferta de R$ 20 bilhões em financiamento subsidiado do BNDES. E, pior, o governo se dispõe a dar. Enquanto isso, o transporte público de massa nos grandes centros urbanos carece de investimentos. (Opinião, O Globo, 13/7/2011.)

“Nem o completo fracasso do leilão do trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro, com extensão até Campinas, perturbou a disposição do governo de continuar tentando tirar do papel esse projeto mirabolante defendido com entusiasmo pelo ex-presidente Lula, mas cuja viabilidade econômico-financeira, nas condições definidas, ainda não foi admitida por quem poderia se interessar pelo empreendimento. Tão logo se confirmou, como previsto por todos que acompanham o assunto com alguma atenção, que nenhuma empresa ou grupo se interessara em apresentar proposta para o leilão marcado para o dia 29 de julho, o governo anunciou um novo modelo para a disputa. Agora, ela será dividida em duas fases: a da escolha da tecnologia e do operador do sistema e a da construção propriamente dita. (…) Melhor seria o governo gastar tempo e energia em projetos mais úteis e viáveis.” (Editorial, Estadão, 13/7/2011.)

* Depois da grita geral, o governo desiste de ajudar Abílio Diniz com R$ 4 bilhões. Menos mal.

“Foi tão grande a reação negativa, mesmo entre especialistas que apoiam o governo do PT, que o BNDES começou a bater em retirada ao condicionar sua entrada na operação ao entendimento entre (Abílio) Diniz e o sócio francês atual, o grupo Casino. Como os franceses do Casino acusam Abílio Diniz de ter negociado sem consulta-los, ficou, na prática, decretado o fim da tentativa de aventura com dinheiro do contribuinte. (…) Espera-se que tenha mesmo acabado a interferência indevida do Estado num negócio exclusivo de grupos privados.” (Editorial, O Globo, 13/7/2011.)

* Travas contra o aumento dos gastos? O governo vai vetar

“A lei que fixa as regras para a elaboração do Orçamento da União do próximo ano, aprovada ontem pelo Congresso Nacional, criou travas para impedir o aumento desenfreado dos gastos públicos. Uma das novidades incluídas por parlamentares da oposição exigirá do governo trazer, até 2014, as despesas para o mesmo nível das receitas. A medida, entretanto, deve ser vetada pelo Palácio do Planalto.” (Estadão, 14/7/2011.)

* Documentos revelam fraude em licitação de R$ 300 milhões da Petrobrás

“Documentos e imagens obtidos pelo Estado mostram que a Petrobrás e uma empresa do senador e tesoureiro do PMDB, Eunício Oliveira (CE), fraudaram este ano uma licitação de R$ 300 milhões na Bacia de Campos, região de exploração do pré-sal do Rio, informa o repórter Leandro Colon.A Manchester Serviços Ltda, cujo dono é Eunício, soube com antecedência, de dentro da Petrobrás, da relação de seus concorrentes na disputa por um contrato na área de consultorias e gestão empresarial. De posse das informações, a Manchester procurou as empresas e fez acordo para ganhar o contrato.” (Estadão, 10/7/2011.)

* “Quase dois anos após apagão, a impunidade reina”

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) demorou um ano e oito meses para conseguir multar todos os sete agentes do setor considerados responsáveis pelo grande blecaute de novembro de 2009, que atingiu 18 estados por até mais de cinco horas. (…) Nestes 20 meses, o órgão regulador conseguiu receber somente 0,42% dos R$ 47.430.500,00 devidos, ou seja, R$ 199.800, de três empresas.” (O Globo, 8/7/2011.)

“Decepciona, mas não surpreende, o balanço negativo da atuação da Aneel. (…) Inevitável relacionar a tibieza ao pouco caso do governo Lula com as agências reguladoras.” (Opinião, O Globo, 9/7/2011.)

* Aeroportos: tudo em ritmo de tartaruga

“A notícia de que a licitação de aeroportos junto à iniciativa privada não ocorrerá este ano justifica os piores prognósticos para a Copa. É lamentável que as forças no governo contrárias à privatização de terminais tenham êxito na operação de sabotagem dessas privatizações, necessárias ao sucesso do evento.” (Opinião, O Globo, 12/7/2011.)

* Incompetência, incompetência, incompetência (1)

“Depois do reinado mitológico de Luiz Inácio da Silva, iniciou-se um governo supostamente voltado para a gestão. Até agora, foram seis meses de gestão dos interesses parasitários do PMDB, do PT e do PR – a nova estrela do poder no Brasil. (…) Vale notar que, antes da queda do ministro (dos Transportes), a presidente da República fez questão de defendê-lo e prestigiá-lo publicamente. Aliás, quando era ministra-chefe da Casa Civil – e supostamente coordenadora de todos os projetos do governo –, Dilma nunca se incomodou com os métodos do ministro dos Transportes. Até fez questão de mantê-lo em seu governo. Gestão é isso aí. No caso Erenice, sua amiga e sucessora na Casa Civil, Dilma também fez questão de apoiar publicamente a ministra demitida – denunciada por várias modalidades de tráfico de influência em favor de parentes e amigos. A taxa de sucesso de 6%, no caso de Erenice, e as comissões de 4%, no caso do Ministério dos Transportes, não parecem constranger a presidente.” (Guilherme Fiúza, O Globo, 9/7/2011.)

* Incompetência, incompetência, incompetência (2)

“Tudo considerado, há uma mistura de improvisação, incompetência técnica, corrupção e… propaganda. Sabe-se como a propaganda é importante para a política. E sabe-se que uma das maiores habilidades de um governante é escapar de desastres. No caso de planos cujos objetivos não são realizados, a receita é direta: lance um novo plano, ainda mais ambicioso. Um milhão de moradias no primeiro lançamento do Minha Casa, Minha Vida. Não deu? Pois agora são dois milhões. Não saiu o trem Campinas-São Paulo? Pois agora é Campinas-São Paulo-Rio, e de alta velocidade. Por essas e outras, Lula conseguiu realizar tarefas que pareciam difíceis, inclusive a eleição de Dilma Rousseff. E ainda convenceu boa parte das pessoas que se tratava de profissional e política muito competente, especialmente para tocar obras como o trem-bala.” (Carlos Alberto Sardenberg, O Globo, 14/7/2011.)

* “Chegou a hora de acionar os freios no BNDES”

“O episódio (Pão de Açúcar e Carrefour), altamente desgastante para o governo, enseja reflexões sobre a lamentável trajetória do BNDES nos últimos anos. (…) Na gestão das contas públicas federais, convivem hoje dois mundos completamente distintos. De um lado, tem-se a dura realidade do Orçamento Federal, onde tudo é escasso e se contam os centavos. De outro, tem-se a Ilha da Fantasia do BNDES, mantida com emissões de dívida pública, onde parece haver recursos para tudo. Não é surpreendente que esse ambiente de tanta fartura tenha fomentado um clima de megalomania e dissipação, fundado na presunção de que dinheiro público é o que não falta. (…)

“O que chama a atenção no caso Pão de Açúcar são a extensão e o vigor da resistência da opinião pública ao envolvimento do BNDES na operação. Foi muito mais que reação da mídia. É impressionante que até mesmo formadores de opinião que não perdem oportunidade de tecer elogios ao governo tenham manifestado estranheza com o despropósito da operação. (…) O episódio pode vir a ser um divisor de águas. Salta aos olhos que chegou o momento de acionar os freios no BNDES.” (Rogério L. Furquim Werneck, economista, O Globo, 8/7/2011.)

5 de julho de 2001

Outros apanhados de provas da incompetência de Dilma e do governo:

Volume 1 – Notícias de 20 a 27/4

Volume 2 – Notícias de 28/4 a 4/5

Volume 3 – Notícias de 4 a 6/5

Volume 4 – Notícias de 7 a 10/5

Volume 5 – Notícias de 10 a 17/5

Volume 6 – Notícias de 17 a 21/5

Volume 7 – Notícias de 22 a 27/5

Volume 8 – Notícias de 28/5 a 2/6

Volume 9 – Notícias de 3 a 10/6

Volume 10 – Notícias de 11 a 17/6

Volume 11 – Notícias de 18 a 23/6

Volume 12 – Notícias de 24/6 a 8/7