O destino desfolhou

Na rua, relâmpagos e trovões. Dentro de casa, conversas e lembranças.

Entre uma e outra xícara de café, eu me perguntava, naquela noite escura e molhada, por que levara tanto tempo para conhecer os olhos miúdos e atentos, e o riso largo e ruidoso de minha tia Olinda. Continue lendo “O destino desfolhou”

Para trás é que se anda

Encontros com presidentes das grandes potências e um discurso na Assembleia Geral da ONU que, se não foi marcante ou inovador, teve mais elogios que críticas. Se os dias de Nova York foram dourados para Dilma, o mesmo não se pode dizer para o país que ela governa. Por aqui, andou-se a passos largos rumo ao atraso, muito mais perto do quinto que do primeiro mundo. Continue lendo “Para trás é que se anda”

Histórias queimadas

Dizem que era um jovem bonito e bom poeta, admirado pelos rapazes e moças de seu convívio. Atingido pela tuberculose, viveu menos do que merecia e sem obter o reconhecimento da cidade e de seus contemporâneos. Para os que viemos depois nada dele ficou, pois queimaram seus escritos, suas roupas, seus pertences. Continue lendo “Histórias queimadas”

Mulher na ONU

Dilma falou ao mundo abrindo a Assembléia Geral da ONU. Embora a tradição mande, desde 1945, que a assembléia seja aberta pelo Brasil, a presença da presidente causou um certo frisson nas almas simples que freqüentam as mídias sociais. Continue lendo “Mulher na ONU”

Más notícias do país de Dilma (23)

“São alarmantes tanto a falta de honestidade quanto a de competência técnica de pessoas nomeadas para os altos cargos da administração federal.”

Pedro Novais, o zero à esquerda defenestrado do Turismo, “não passava de um ‘trombadinha’ dentro de uma política maior e mafiosa”. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (23)”

“Pobres, Tenham Mais Filhos”

O governo lulo-petista criou uma nova Bolsa. É a Bolsa “Pobres, Tenham Mais Filhos”.

É aquela tal coisa: quando a gente acha que já viu todas as imbecilidades possíveis e imagináveis, eles vêm com uma mais imbecil ainda. Continue lendo ““Pobres, Tenham Mais Filhos””

Gente de bem

Exatamente um ano atrás, Erenice Guerra, amiga do peito e sucessora de Dilma Rousseff na Casa Civil, deixava o Palácio do Planalto sob a acusação de tráfico de influência. Fechava, assim, o ciclo de dois mandatos do presidente Lula – um governo que pode se gabar de ser o protagonista do maior e mais sofisticado esquema de corrupção já engendrado no país. Continue lendo “Gente de bem”

Um panfleto

Um texto é considerado panfleto, pela etimologia, se não tiver capa nem brochura. Geralmente expressa idéias de opositores ao governo do momento, pode ser ou não anônimo e revela, antes de mais nada, que o autor não teve condição econômica de produzir algo mais caprichado. Continue lendo “Um panfleto”

Fatalidade da democracia?

“Minha base é feita de homens de bem”.

Não é uma ironia que alguns dias depois de pronunciar a frase no “Fantástico” a presidente da República seja obrigada a dar o bilhete azul a um ministro que passou sete anos gastando dinheiro público com uma governanta privada? Continue lendo “Fatalidade da democracia?”

Más notícias do país de Dilma (22)

Pedro Novaes, um zero à esquerda, não teria competência sequer de ser secretário de Turismo do Maranhão. No governo Dilma virou ministro. Antes mesmo de sua posse, soube-se, em dezembro, através de reportagens de O Estado de S. Paulo, que, quando deputado, pediu à Câmara o ressarcimento de R$ 2,1 mil gastos numa festa em motel de São Luís. Num país sério, nem assumiria – mas este é o governo Dilma, e então ele foi ministro durante oito meses e meio. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (22)”