Arquivos Mensais: julho 2010

Velho candidato

A Itália tem uma tradição de cultuar seus velhos mais importantes, que tiveram uma vida marcante e construíram obras para a posteridade, e costuma reverenciá-los, chamando-os de “grandi vecchi” (grandes velhos). Ler Mais »

Aqui não tem terremoto

Vivemos no melhor dos mundos. Nunca estivemos tão bem. É o que nos comprovam as notícias dos últimos dias: Ler Mais »

Guantânamo nunca mais

A dignidade humana não é negociável e qualquer afronta a ela deveria causar aversão, repulsa. Em especial quando o agente da agressão é o Estado. E não interessa se o ofensor é a ilha de Fidel, um reino de aiatolás ou o império do tio Sam. Ler Mais »

Mal rompe a manhã

É esquisito, mas, ás vezes, tenho a sensação de que já fui feliz. Completamente. Ler Mais »

Viajando no Padre Antonio Vieira

Viajei com meus amigos para Bilbao, para enfrentar um desafio e buscar uma vitória. Enfrentamos os obstáculos e conquistamos o que queríamos, ao final de três longos dias de muita conversa e chuva. Ler Mais »

Um estado racial

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.

 Ou o artigo 5º da Constituição Federal foi revogado ou o Estatuto da Igualdade Racial é inconstitucional. Não há outra hipótese. Ler Mais »

Concerto para clarineta

Sempre que chove à noite como hoje aqui em Campinas, uma chuva mítica e de lentos espantos, lembro de Lars Bjenikold. Imagine uma pequena cidade perdida no litoral do Pará, onde a estação das águas provoca dias de umidade tão intensa que as gotas de vapor chegam a escorrer em nossa própria alma. Pois ali eu tinha uma casinha, franciscana e simpática, há tempos. Ler Mais »

O repórter vai atrás do diamante puro

Falo por mim, mas sei que repórteres adoram quando acham (ou lhes cai no colo) um personagem sob medida para sua matéria. Agora, esse personagem é como diamante. A menor imperfeição compromete a qualidade. Ler Mais »

Pior, impossível

Toda campanha eleitoral desperta paixões, gera futricas, intrigas e comportamentos irracionais que não raro se assemelham ao fundamentalismo xiita. Até aí, tudo bem. Ler Mais »

Culpa de quem?

Mesmo tendo sido criada em fazenda, custei a conviver com tratores.

Meu pai, mineiro, antigo, cauteloso, incapaz de um passo maior que as pernas, pelejava com arados e carros de bois. Ler Mais »

Os órfãos e os roedores do Estado

Existe gente que, diante de qualquer problema, clama pela bênção do Estado ou do governo do momento. Muitas são as tarefas que o poder, representante dos eleitores e cidadãos, arrecadador voraz de impostos, deve assumir. Ler Mais »

Um dia quero imitar Buñuel

Um dia gostaria de fazer um texto com coisas de que gosto e coisas de que não gosto – uma necessariamente pobre cópia do que fez Buñuel, de forma genial, em sua autobiografia escrita por Jean-Claude Carrière, Mi Ultimo Suspiro. (Sim, é autobiografia, porque é o espírito de Buñuel – embora tenha sido escrita por Carrière, seu comparsa em vários filmes.) Ler Mais »

Palmadas estatais

Não sabemos nos comportar e tampouco sabemos como cuidar dos nossos flhos. Para sorte nossa, o Estado pai, mãe, provedor, empresário, indutor, educador, fiscal, guia e farol dos nossos dias, se dispõe a cuidar de mais essa lacuna do nosso caráter. Ler Mais »

A moça da tarde

Foi então que, meio na fossa, resolvi, naquele verão, ir para uma cidadezinha na região de Serra Negra para procurar, como se dizia antigamente, meu eixo. Instalei-me numa pousadinha barata e, em poucos dias, estava relativamente bem inserido num pequeno grupo que, todo fim de tarde, ia tomar seus drinques no Ponto Chic. Ler Mais »

O avô e o neto

Mandei mensagem à minha filha, que estava fora de casa: “Não conte para o César, mas estou usando a caneca do Batman”. Não vejo problema em um avô usar a caneca do neto, às escondidas. Ler Mais »