Arquivos Mensais: Abril 2010

Os dois países de Lula

Um país está indo bem, com a cabeça no lugar.

O presidente do Banco Central, com a austeridade de um monge, preside a reunião de um comitê de sábios financeiros que aumenta, por unanimidade, em 0,75% a taxa básica de juros, porque a inflação de demanda ameaça ressuscitar o velho e aparentemente adormecido dragão da inflação. Ler Mais »

Historinhas de redação (2): O Cafa e a lista telefônica

O Inajar de Souza morreu jovem e hoje é nome de avenida da zona norte de São Paulo. Era pessoa amável, e se divertia fazendo o gênero cafajeste. Na redação, havia uma repórter bonita, que vestia com sobriedade, mas, obediente à moda, com a saia acima do joelho. Ler Mais »

Buganvílias x Primaveras

Uma vez, alguns anos após me arranchar em São Paulo, me convidaram pra ir a São José dos Campos. Ler Mais »

Apostas em postes

Há 65 anos, a ditadura do Estado Novo chegava ao fim, mas Getúlio Vargas não fora de todo vencido. Deposto, nem mesmo teve seus direitos políticos cassados, como fizera com seu antecessor. Permutou sua alforria em troca do apoio explícito a Eurico Gaspar Dutra, seu leal ministro da Guerra. Ler Mais »

Canções doces, violões suaves

Minha maior paixão musical na primeira década dos anos 2000 foi e é Kate Wolf. Ler Mais »

A última flor do Lácio

A um gabinete presidencial, como se sabe, chegam muitas cartas. Nestes tempos petistas a coisa não é diferente. E como ocorre em qualquer administração, as mensagens dificilmente sequer roçam as mãos do chefe do governo – há uma equipe de assessores que faz a triagem e responde o que é para responder. Ler Mais »

Comércio internacional de armas

Journal intime d’un marchand de canons, que poderia ser traduzido como Diário íntimo de um vendedor de canhões é uma ficção de Philippe Vasset. O autor é jornalista. E já no Prefácio, adverte: “…por trás dessas histórias, se agita uma realidade globalizada, sobre a qual nada se sabe, ou quase nada. Apesar de ser ficção, todos os episódios aconteceram, os nomes e as datas são verídicos.” Ler Mais »

O Kindle, os livros de papel e a Catherine

Em artigo para esta página, Anélio Barreto demonstra o gosto pelo livro impresso, e o desencanto com o virtual. Ora, imaginemos que uma pessoa, um amigo da gente, vá passar duas semanas em uma ilha sem recursos. Vem a pergunta clássica: “O que você levaria para uma ilha?”. Ler Mais »

O partido político como imprensa

Jorge Castañeda, o intelectual mexicano que foi ministro do Exterior do seu país, numa célebre reflexão, dividiu a esquerda latino-americana, hoje hegemônica nos governos do subcontinente, em duas categorias: os carnívoros e os vegetarianos. Ler Mais »

Velhos armazéns

Pergunto ao vendedor se seu estabelecimento tem farinha de trigo especial, sem fermento. Ele me conduz ao fundo da loja e me mostra alguns pacotes, de variadas marcas, e me diz: escolha. Aí eu me atrapalho. Qual é a melhor? Ler Mais »

Mentir ou mentir

O não às privatizações, que tanto sucesso fez nas eleições de 2006, é hoje uma zona de risco perigosa para a pré-candidata Dilma Rousseff. Ao entoar essa mesma cantilena, a ex-ministra não só se apresenta com um discurso envelhecido, surrado e ultrapassado, como expõe de maneira cruel o seu patrocinador. Ler Mais »

Saudade na portaria

Sardas desenhando o rosto claro, cabelos brancos presos em um coque antigo, a primeira moradora do prédio recém construído chega ao décimo e último andar – três quartos, sala, cozinha, área de serviço -, ajeita frutas, verduras, jornais, ajeita-se. Ler Mais »

Gil, depois do Domingo

Depois de “Domingo no Parque”, segunda colocada no Festival da Record (1967), Gilberto Gil já compôs várias músicas e está preparando um novo LP. InTerValo antecipa para seus leitores algumas dessas músicas, com interpretação do autor. Ler Mais »

O Kindle, o iPad e o Google

Existe um mundo em que, em uma floresta maravilhosa, por onde passeia um riacho que vai descansar em um lago onde cintilam estrelas, vivem os homens-livros. Lá estão Madame Bovary, Ulysses, Lolita, Dom Quixote, Peter Pan, Narizinho e todos – todos – os seus amigos. Eles passeiam, por toda a floresta, contando suas histórias. A floresta é uma enorme, interminável biblioteca que anda e fala. Ler Mais »

Historinhas de redação (1): Bob Kennedy baleado

Histórias de redação, de jornalistas, são sempre saborosas. Dezenas de vezes, na cachaça pós fechamento, defendi a tese de que deveríamos escrever as histórias, para não perdê-las. Ler Mais »