Só nos resta pedir perdão ao Barão

José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco, foi um dos mais notáveis homens públicos brasileiros. A ele devemos nosso mapa, nossas fronteiras. A ele devemos o instituto da diplomacia de grande mérito, com o Ministério das Relações Exteriores que comandou durante 10 anos sendo objeto da admiração de vários países do mundo. Continue lendo “Só nos resta pedir perdão ao Barão”

O imenso sucesso de Bolsonaro nos EUA

Não resta dúvida alguma de que a viagem do presidente da República e sua comitiva a Washington foi um tremendo sucesso – para o governo, para Jair Bolsonaro e sua família. Afinal, como ele disse, em rede social, poucos chefes de Estado têm a honra de serem convidados para se hospedar na Blair House, pertinho da White House. Continue lendo “O imenso sucesso de Bolsonaro nos EUA”

Rasputins

Grígori Iefimovritch Rasputin, um camponês rústico da província siberiana de Tobolsk, mandava muito na Rússia dos czares Nicolau e Alessandra Romanov. Não tinha cargo algum no governo, mas fazia e desfazia ministros. Seu fanatismo religioso e seu discurso fundamentalista em defesa da monarquia eram música para os ouvidos da família imperial. Sabia como ninguém usar intriga, bajulação, ignorância, mentira e fraqueza humana para a expansão de sua influência na Casa dos Romanov. Continue lendo “Rasputins”

Eu era para ser Papa

Não sei se comece pela orgia, se pela minha professora primária. Sabia lá eu o que era uma orgia e já o áugure romano que era a Dona Emília, minha iluminada professora na Missão de São Paulo, em Luanda, antevia que eu seria Papa. Nem padre, nem bispo, sequer cardeal, eu entraria, como Chalana aos 17 anos, no onze inicial, directamente para Papa. Continue lendo “Eu era para ser Papa”

Armas e lágrimas

“A chacina da escola de Suzano requer solidariedade às vítimas e reflexão: falar em armar professores é um desatino. Armas devem estar nas mãos de policiais e militares que saibam usá-las para proteger cidadãos e retirá-las de bandidos que atazanam o povo.” ( Fernando Henrique Cardoso.) Continue lendo “Armas e lágrimas”

Buembas da semana!

Semaninha cheia de bombas recheadas com creme feito à base de “política da nova era”, mas com o sabor igual ao da velha receita. Os mesmos ingredientes, o mesmo modo de fazer… Só mudaram os chefs. Vamos conferir! Continue lendo “Buembas da semana!”

Faça sua aposta: pragmáticos ou ideológicos?

Toda vez que a disputa entre pragmáticos e ideológicos se estabeleceu em um governo, a balança pendeu para os primeiros. O exemplo mais clássico foi a China de Deng XiaoPing, com a derrota da “Gang de Xangai”. Continue lendo “Faça sua aposta: pragmáticos ou ideológicos?”

A corda ao pescoço

A multidão exulta com a morte dos outros. Em Paris, na Place de Grêve, até ao século XVIII, a multidão festiva ululava por mais condenados. É daí, dessa multidão ociosa, desempregada e de mãos nos bolsos, que vem, em ínvia etimologia, a palavra greve. O último poeta que essa multidão gulosa e gourmet viu arder foi Claude Le Petit, condenado à fogueira, por ter escrito um voluptuosamente obsceno “Bordel das Musas”. Continue lendo “A corda ao pescoço”

Chegou a Brigada de Combate a Incêndios

Já que o porta-voz porta muito pouco a voz de Bolsonaro, e ele continua a falar pelos cotovelos (ou pelo intestino), alguém no Palácio teve uma boa ideia. Por que o presidente não lê as suas falas, escritas por um competente ghost writer?  Continue lendo “Chegou a Brigada de Combate a Incêndios”

E ainda não tem 100 dias

Em 7 de outubro, diante do resultado do primeiro turno que o colocava na liderança com mais de 46% dos votos contra 28% do segundo colocado Fernando Haddad, o então candidato Jair Bolsonaro usou o Facebook para comemorar e agradecer aos eleitores. Ao vivo e em cores, prometeu “unir o povo, unir os cacos que nos fez o governo de esquerda”, caso fosse vitorioso. Ao chegar à Presidência não fez valer a jura: traiu milhões de eleitores. Continue lendo “E ainda não tem 100 dias”

Coitado do Brasil

Já não sou carnavalesca, mas já fui. Em criança, me fantasiavam e levavam aos bailes infantis. À aproximação dos dias de folia, a casa se enchia de confetes e serpentina e todos, ou quase todos, sabiam as marchinhas que iriam encantar os foliões naquele ano. Continue lendo “Coitado do Brasil”

Folia!

Não me sinto confortável para contar aqui como passei o carnaval, porque pode parecer exibicionismo da minha parte. Mas vou contar assim mesmo! Continue lendo “Folia!”