Acabou a Guerra Fria, começou a acabar a ditadura

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Podem achar que sou um babaca, um idiota, mas vou dizer: o discurso de Barack Obama sobre Cuba me comoveu profundamente. Profundamente. Que coisa louca, fascinante, ver a História acontecendo diante de você. Ler Mais »

A desgraça de ficar sem Graça

Diz a lenda que jabuticaba só existe no Brasil. Ainda que a tese seja controversa, já que há espécies nativas catalogadas no México, tudo aquilo, especialmente absurdos só vistos por aqui, é comparado com a frutinha negra. Seria mais exato se isso fosse feito em relação à Petrobras, possivelmente a única empresa estatal do mundo que carrega em si o orgulho de uma nação. E, agora, a vergonha. Ler Mais »

Emídio Rangel em Nova Iorque

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Se lá esti­vesse o Al Pacino de Ser­pico, não seria melhor. Na 5ª Ave­nida, à boca do metro, montara-se o inferno. Povo, polí­cia, o circo da tele­vi­são. Ban­di­dos em fuga tinham reféns os pas­sa­gei­ros do metro. Cortou-se o trân­sito, fechou-se o metro. Esperava-se o som e a fúria das metra­lha­do­ras dos NYPD blues. Ler Mais »

Palavras que o vento não leva

Em 2003, numa cena patética nos corredores do Congresso, Maria do Rosário e Jair Bolsonaro discutiram em termos bem pouco edificantes.

Indefensáveis os dois, em minha opinião. Ler Mais »

Um discurso ou o dinheiro de volta

Entre dezenas de debates inúteis que enchem de som e fúria as redes sociais, onde hoje se localizam as trincheiras da guerra ideológica, está aquele que pretende determinar, afinal de contas, se quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha da corrupção. Ler Mais »

Tudo, tudo, tudo. Todo mundo

2014-12 - Marina dia 10 - P1150185 - Corte

Da agenda do vô:

Tudo, tudo, tudo. Todo mundo.

Marina tem dito isso, nos últimos dias. Marina é uma coletivista – quer tudo amplo, irrestrito, pleno, plural, geral. Ler Mais »

O dia em que Joãozinho conheceu o doutor Ulysses

Quando cheguei a Roraima, em fevereiro de 1984, o então território federal tinha como governador o general Arídio Martins de Magalhães, indicado pelo Ministério do Interior e nomeado pelo presidente da Republica. A polarização política se dividia entre o PDS e o PMDB. Ler Mais »

Oposição com pimenta

Embalada nos 51 milhões de votos do candidato Aécio Neves, a oposição acordou. Exibindo articulação inédita, foi capaz de criar constrangimentos, denunciar manobras e até mesmo impor derrotas, ainda que parciais, à acachapante maioria governista. Incansável, protagonizou uma das mais longas sessões contínuas do Congresso Nacional, expondo chagas que Dilma, mesmo vitoriosa nas urnas, aprofunda em vez de cicatrizar. Ler Mais »

Um filme de Malick e Jorge Luis Borges

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Foi a única vez em que Jorge Luis Bor­ges se zan­gou com o seu amigo Bioy Casa­res. De tão irri­tado, Casa­res bem gos­ta­ria de ter dado um lite­rá­rio murro na mesa. Citara a Bor­ges a mais misan­tropa das fra­ses – “a cópula e os espe­lhos são abo­mi­ná­veis por­que mul­ti­pli­cam o número dos homens” –, afir­mando que a dis­sera um filó­sofo de Uqbar, terra mis­te­ri­osa. Ler Mais »

Reviravoltas na LDO

Tive que ler mais de uma vez os comentários sobre o decreto publicado no Diário Oficial da União em 28 de novembro deste ano, no qual dona Dilma, com a tranquilidade dos superpoderosos, condicionou a liberação de verbas extras aos parlamentares que votassem a favor da mudança na LDO. Ler Mais »

O PT perde o monopólio das ruas

2014-11 - Dia 29 - P1140981

Numa república futebolística, a diferença entre o bem e o mal está na cor da camisa que o seu time veste.

Os heróis são os que usam a cor de seu time. Os bandidos, os que vestem a camisa do outro. Ler Mais »

Nojo da Eletropaulo

Consumidor no Brasil sofre. Consumidor da Eletropaulo, então, esse sofre demais. Ler Mais »

Self-service vipíssimo

No self-service de Dalgas Frisch, bem-te-vi come arroz cozido na hora, com sal a gosto. Tico-tico prefere alpiste, e dispensa o pão (que afinal é comida de pardal). E sabiá fica no arroz, mas não rejeita uma boa fruta. Ler Mais »

A obsessão do PT

É uma obsessão, uma doença crônica. Não há encontro do PT ou de maioria petista que a tal da regulação da mídia não seja um dos eixos estruturantes das discussões, para não fugir à linguagem que faz sucesso entre esta turma. Ler Mais »

Manoel de Oliveira de calções

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Até mesmo Hemingway teve infân­cia. Antes dos tou­ros, dos litros de dry-martinis, de Paris em festa, houve um Ernest antes de haver um Hemingway. Diria mais, ainda o decano de todos os cine­as­tas, o nosso Manoel de Oli­veira, não tinha nas­cido e já Hemingway tinha infância. Ler Mais »