O lulo-petismo a tudo avilta

“La derecha, a todo lo envilece.”

A direita avilta tudo – mas em espanhol fica mais bonito. Envilece! Que palavra forte, poderosa. A direita a tudo avilta, a tudo desonra. A direita a tudo transforma em coisa vil. Vil. Má. Pestilenta. Ler Mais »

A voz mais lúcida

Democracia implica necessariamente em tolerância com o diferente. É preciso sempre ouvir o outro.

Ser progressista é uma visão de mundo, uma visão moderna, de quem entende as profundas mudanças pelas quais o mundo está passando. Ler Mais »

Caixa de marimbondos

A Lei da Anistia de 1979 foi uma obra de engenharia política e amplo consenso que contribuiu para a pacificação nacional. Os militares recuaram organizadamente para os quartéis, dedicando-se exclusivamente às suas funções constitucionais e profissionais, e o Brasil pode concluir sua transição democrática. Ler Mais »

O vampirão acabou com a recessão

O tom é mais ou menos assim: é um governo pavoroso, um horror, um nojo, o pior do mundo, nunca houve nem haverá outro tão horrível – mas, diabo, que droga, infelizmente é preciso admitir que ele melhorou a economia. Tirou o país da recessão em que o lulo-petismo o enfiou!  Ler Mais »

A mulher imperseguível

Não sei o que pensava Camões, mas eu estou farto de mudança: invoco um tempo definitivo.  Não quero que nada mude. Num filme, Baisers Volés, de Truffaut, havia um detective que anunciava esse tempo sempre igual, perene. Ler Mais »

Viva a ditadura

Abaixo a ditadura. A causa que uniu as esquerdas latino-americanas na segunda metade do século passado já havia se perdido quando o encantamento por Cuba cegou os que escolheram aplaudir os desmandos de Fidel Castro. Agora, diante da tirania venezuelana, foi enterrada de vez. Pior: substituída por “vivas”. Ler Mais »

Tinha mesmo que fazer a intervenção

É correta a decisão do governo Temer de promover a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Ler Mais »

Complô familiar

Descobri há pouco uma trama familiar contra objeto de uso profissional que me era caro. A peça, é verdade, tinha algum tempinho de uso, hã… duas décadas. Tratava-se de uma bolsa de lona verde, com duas divisões, e, costurados fora, dois bolsos. Como as que se vendiam em lojas de artigos para pesca e caça, quando esta não era proibida. Ler Mais »

Alegria? Será mesmo alegria? Tenho cá minhas dúvidas…

Todos temos pequenas ou grandes alegrias em nosso dia a dia. O nascimento de um filho. Um diploma arduamente perseguido. Uma doença vencida. O regresso de um amigo muito querido. O sucesso profissional que tanto desejávamos… Ler Mais »

Carnaval, desengano

É absolutamente fantástico, incrível, inacreditável como o lulo-petismo ainda consegue enfeitiçar tanta gente tida como intelectual e artista – nessas categorias incluídos também carnavalescos e chefões de escolas de samba –, conforme demonstraram os desfiles da Marquês de Sapucaí e os histéricos aplausos dos seguidores da seita à Tuiuti e à Beija-Flor. Ler Mais »

Lauro Machado Coelho: cultura e integridade

Quando adolescente, em Belo Horizonte, ele tinha a fama de chegar às reuniões de um cineclube com um exemplar do Cahiers du Cinéma debaixo do braço. Isso na década de 60, numa cidade ainda bastante interiorana. Discutia as tendências da Nouvelle Vague, falava sobre qualquer diretor de vanguarda… Ler Mais »

Não põe corda no meu bloco

Com o fim das festas momescas a política entra em clima eletrizante. Luciano Huck promete levar ao ar mais um capítulo final de sua novela. Todos querem saber se o apresentador será ou não candidato. Se entrar no jogo, balançará o coreto eleitoral de quem se acostumou ao dueto nacional. Ler Mais »

Os benefícios da calacice

Já houve um mundo perfeito, um tempo em que a palavra “senhor” não saíra ainda do dicionário. E era impossível, na Cinemateca de João Bénard, pensarmos neles sem lhes juntar a então respeitável qualificação: o senhor Alberto e o senhor Gil. Eram mais unha com carne do que Jack Lemmon e Walter Matthau. Lemmon e Matthau dançaram juntos a rumba, foram jornalistas siameses em The Front Page, mas “buddy, buddy” foram, nas suas excelsas vidas, o senhor Alberto e o senhor Gil. Ler Mais »

Sem fantasia

Carnaval e política sempre se misturaram. Nos desfiles com enredo social e em sambas-denúncia, nos bonecos e máscaras, nas marchinhas e paródias sobre escândalos e contra os caciques do momento. Tudo com bom humor e alegria. A diferença de uns tempos para cá é que a alegoria, própria dos dias de Momo, tomou conta da política 365 dias por ano. Quase todos metidos nela parecem viver no país da fantasia. Ler Mais »

Mas que estão inquietos, lá isso estão

Ouço bando de fogos ao longe, não muito longe. Digo: “Ih, chegou droga boa!” Mary, embora enfiada na produção de seu artigo de domingo, esclarece: “Não, é o carnaval!” Ler Mais »